31 de agosto de 2011

O Infinito Humano: Paz! por Scott Rabalais


 "A experiência da paz interior pode ser descrita como uma experiência de serenidade, tranquilidade e quietude. Pode também ser definida como uma ausência de luta, ansiedade e perturbação. Enquanto a paz é uma condição procurada por indivíduos, políticos, grupos e países, ela permanece sempre muito fugaz. Quando uma situação se resolve, parece que outra surge. Com todos os esforços dirigidos para uma resolução pacífica, porque é a paz tão difícil de alcançar?

Numa consciência mais elevada reconhece-se que a paz é o nosso estado natural de ser. De modo similar à liberdade, amor, harmonia e verdade, a paz é inerente na luz. É a própria essência do nosso ser. Conforme experimentamos a luz, experimentamos a paz, comummente referida como a “paz de espírito”. No entanto, a paz que é da luz não é da mente, mas está para além dos pensamentos que fluem na nossa consciência.

A experiência da luz pode assemelhar-se à contemplação das águas tranquilas de um lago parado. Quando as águas não são agitadas, existe na superfície um reflexo perfeito das árvores, das nuvens e do céu. Assim que as águas se agitam, a natureza já não pode ser reflectida com clareza. Da mesma forma, o processo do pensamento é o que causa a perturbação na percepção da luz. Unicamente na quietude a mais profunda paz é experimentada.

À medida que a nossa consciência se afasta da luz (a nossa essência) para a nossa mente, desenvolve-se uma lacuna na percepção. A nossa atenção move-se para a mente dualista, que funciona numa polaridade de positivo-negativo, uma perturbação da unidade da existência. É na mente que nós criamos o julgamento e o medo. 

Esta condição polarizada da mente afasta-nos da nossa verdadeira identidade como seres de luz da paz. Esta percebida separação dos nossos eus autênticos dos nossos eus “pensantes” constitui o vazio interior que proíbe uma percepção da paz.

Então, como é que tapamos este vazio interior? Temos duas escolhas.

Uma escolha é tentar encher o vazio com uma miríade de estímulos. Alguns tentam a bebida e as drogas enquanto outros se refugiam na ganância e na opulência. Nós utilizamos as relações e as actividades num esforço para preencher o vazio. Filmes, livros, espectáculos de TV e carreiras intelectuais tudo pode servir como veículos para preencher o vazio interior. Qualquer coisa e tudo pode ser um suporte para encher o vazio dentro de nós quando nos falta uma sensação de paz interior.

Obviamente, isto não quer dizer que os filmes ou livros ou os vossos colegas seres humanos são para ser ignorados ou proibidos. Podemos co-existir com cada aspecto do cosmos quando num estado de paz, em vez de o usarmos como uma tentativa para completar a incompletude interior.

Escolher o caminho de “encher” o vazio é apenas uma solução temporária. Ficamos satisfeitos momentaneamente, até que cedo essa satisfação se dissolve e nós necessitamos de outro estímulo. Devemos continuar a alimentar o vazio, até sermos confrontados com um abismo que é, muitas vezes, considerado insuportável.

 Pode ser o nosso pior pesadelo, um vislumbre do nada, um sentimento de estar perdido e confuso. Com frequência consideramos melhor ocupar a mente com um suprimento infinito de estímulos do que enfrentar o “desconhecido” dentro de nós.

Quando percebemos o jogo que estamos a jogar e a futilidade de tentarmos tapar o vazio através do uso da mente, podemos considerar a segunda opção. Esta escolha é alinhar a auto-percepção com a percepção da luz. 

Quando o fazemos, todas as noções falsas e limitadas acerca de quem somos caem. Já não precisamos de encher um vazio porque ele desaparece. Nós percebemos a nossa identidade verdadeira como luz, e alinhamo-nos com a nossa autenticidade. Estamos conscientes da nossa completude e da nossa plenitude. Nenhum vazio permanece e nós ficamos em paz.

Este reconhecimento da paz e da plenitude é nosso quando transcendemos a mente e entramos nos reinos mais elevados. Devemos trazer a mente para a quietude, o que é conseguido através da consciência.

 É a beleza da meditação – observar simplesmente os pensamentos que dançam no ecrã da nossa mente – que permite que o “lago” esteja quieto e perfeitamente reflexivo.

O simples passo na consciência, que nos leva para fora da mente e para a consciência transcendental, é o primeiro passo para a paz. Trata-se de uma paz profunda para além da descrição, que está livre de qualquer discórdia interna, conflito ou luta. Esta paz tem uma profundidade infinita e não tem limites. É tão vasta como o próprio cosmos.

Em uma consciência transcendente, a mente é relegada para o seu lugar e propósito certos. Ela está lá para servir como instrumento da luz, por assim dizer, em vez de mestre da nossa experiência. Já não andamos mais ao sabor dos altos e baixos dos nossos pensamentos e emoções. Em vez disso, gozamos a fortuna da equanimidade que é a luz. Nós somos os mestres das nossas experiências em vez das vítimas. Usamos os pensamentos para nos servirem, em vez de eles nos governarem.

A discórdia entre as nações, facções, religiões e outras entidades trata-se, simplesmente, de um reflexo colectivo do estado das consciências das pessoas. Onde existir o desconhecimento da luz interior, haverá um vazio.

Onde houver um vazio, haverá provavelmente medo, medo de si mesmo e do que existe dentro. Esse medo diz: “Eu tenho medo de saber quem e o que sou”.

Quando percebemos que não há necessidade do medo e que, no interior, nós somos plenos e completos, estamos prontos para dar o passo para a paz. Quanto mais longe nós andamos no caminho da luz, mais nos afastamos da mente e das suas percepções limitadas. 

À medida que caminhamos para a paz, o abismo fecha-se e já não somos assombrados por uma identidade falsa. Ainda melhor, nós temos uma vida profunda – uma em que caminhamos cada passo sem medo, dúvida ou preocupação – uma vida de paz sem fim.

Paz é um estado de ser, em vez de um estado da mente. É a nossa experiência quando a mente cessa, quando percebemos que somos infinitos seres de luz do cosmos. Não é necessário encontrar um ambiente calmo para experimentar a paz, tal como um local isolado na floresta ou na praia ao pôr-do-sol. 

Não importa onde estamos e o que estamos a fazer, nós tornamo-nos paz. Trata-se da própria natureza da nossa existência. Na nossa consciência dessa natureza, nós somos pacíficos."

Direitos de Autor Scott Rabalais – É concedida permissão para copiar e distribuir este artigo de forma livre na condição de que o nome do seu autor seja incluído no mesmo.
Tradução
: Ana Belo anatbelo@hotmail.com

Que vazio é esse em sua vida? por Patricia Gebrim


"Criar é uma forma saudável de suprir a sensação de vazio. Não é preciso ser um Monet ou um Villa Lobos. Um simples bolo caseiro, por exemplo, feito com aquele toque especial, traz à tona aquele potencial criativo que tanto faz bem!

Quantas vezes eu ouço as pessoas falarem sobre esse tal “vazio”. Como se existisse um espaço mal-assombrado dentro de cada ser humano, um lugar dentro do qual todas as pessoas, em algum momento de suas vidas, acabassem caindo, para não mais sair de lá.

- Sinto um vazio dentro de mim! - quantas vezes já ouvi essa frase, com suas inúmeras variações...

Que vazio é esse afinal??? E o que fazer com ele???
Na dúvida, acabamos achando que esse buraco é sinal de algum defeito, e que devemos preenchê-lo o mais rapidamente possível. Perceba quantas “besteiras” acabamos fazendo na tentativa de preencher esse espaço que tanto nos assusta.

Nos envolvemos em relacionamentos com pessoas com as quais não temos nenhuma afinidade, estouramos nosso cartão de crédito, compramos todo tipo de coisas das quais não precisamos, comemos mais do que necessitamos, bebemos mais do que seria saudável, aceitamos ir a lugares aos quais na verdade não gostaríamos de ir, convivemos com pessoas que sugam toda a nossa energia, andamos para lá e para cá como baratas tontas, tudo com a intenção de preencher o vazio.

E mais... traímos a nossa verdade, nos sentimos “defeituosos” (pessoas perfeitas não teriam um buraco lá dentro!), sentimos vergonha de nós mesmos, criamos falsas máscaras para fingir que não somos ocos, fugimos desesperadamente e nos envolvemos em todo tipo de atividade frenética para não nos lembrar que ele continua lá, quieto, imenso... um buraco enorme na nossa auto-estima.

Fazemos tudo isso para evitar o vazio... mas sabe o que é pior?... nada disso funciona!

Agora ouça, é sério:
- Não há nada de errado em você sentir esse vazio aí dentro... não há nada de errado ao sentir-se incompleto, com essa sensação de que “falta algo”. - É claro que falta algo!
- Sempre irá faltar!


Existe algo maior, mais belo, que cada um de nós veio aqui para realizar. Entenda... por maior não quero dizer aquele tipo de grandeza que é acessivel apenas a alguns. Falo de algo a que todos nós temos acesso, falo daquela grandeza de alma que nos torna verdadeiramente humanos, capazes de criar, capazes de amar... Pois eu acredito que o vazio exista para nos lembrar exatamente disso!

E se eu lhe disser que devemos tudo o que existe de belo no mundo à existência desse vazio?
E se fosse mais ou menos assim...

Um dia um Monet acorda e sente um buraco bem no meio da sua barriga, ou talvez no meio do peito (o vazio às vezes gosta de mudar de lugar dentro de nós)... sente-se mal com o tal buraco... pega seus pincéis e, no branco vazio de uma tela, pinta os mais belos jardins.

Outro dia um Villa Lobos acorda incomodado, sente algo estranho, como se fosse uma fome por dentro, uma coisa que aperta seu peito, esmaga seu coração solitário... e, no vazio do silêncio, compõe a mais bela bachiana... (ah, você já ouviu a Bachiana no 5 do Villa Lobos?)

Um dia um cientista é acordado por um buraco bem no meio da sua cabeça... tantas coisas sem explicação no mundo o angustiam e tiram seu sono... e no silencioso vazio de respostas brota, quase miraculosamente em sua mente, uma solução para uma doença que aflige toda a humanidade.

Outro dia uma dona de casa qualquer, em uma casa qualquer, acorda e olha ao redor... os filhos já se foram, o marido está trabalhando... Na solidão de sua vida decide cozinhar e assa o mais delicioso bolo que uma mulher já foi capaz de fazer. E no vazio daquela casa surge um aroma que a transforma imediatamente em um lar; quente, acolhedor, cheio de amor.

Assim, acreditem, não há como nos livrarmos desse tal vazio (ainda bem), mas podemos “escolher” o que fazer com ele.
Podemos transformá-lo em um mar de lamentações, e navegar por ele por toda uma vida, como se fôssemos um navio fantasma rangendo nossas ferragens por aí.
Mas podemos também... criar!

Essa é a palavra-chave para transformar o vazio que existe dentro de nós no espaço mais sagrado que um dia seremos capazes de adentrar.

E é no vazio da terra que uma semente pode brotar, no vazio na mente que o inusitado pode se libertar, no vazio de saber que a real sabedoria encontra espaço, no vazio de crenças que ganhamos a liberdade de escolher no que acreditar!

O vazio nos torna livres... pensem nisso!

Veja, Lao Tse , em 99 a.C., já sabia disso, veja o que diz seu tratado, o Tao Te King:
“Trinta raios convergentes, unidos ao meio, formam a roda, mas é seu vazio central que move o carro.
O vaso é feito de argila, mas é o seu vazio que o torna útil.
Abre-se portas e janelas nas paredes de uma casa, mas é seu vazio que a torna habitável.”

Assim... não tema o vazio, talvez ele seja o maior presente que recebemos. A verdade é que sem o vazio seríamos tristes caricaturas de quem de verdade podemos ser. Seja corajoso. Aceite-o e permita que ele lhe inspire a tornar-se quem você de verdade é. 

O que seria de uma vida sem o mistério... sem a noite... sem as estrelas?

É no vazio que mora a nossa musa,
e as mais belas idéias,
e os sonhos,
e a poesia... 

Aceite o vazio e... se puder... ame-o.
O que vai acontecer então?... 

Não vou lhe dizer!
Descubra por si mesmo"...

Patricia Gebrim

30 de agosto de 2011

Quem sou eu? por Ramana Maharshi




                                               "Quem sou eu?
Eu tenho um corpo, mas eu não sou meu corpo.
Eu posso ver e sentir meu corpo,
E o que pode ser visto e sentido não é o verdadeiro Vidente.

Meu corpo pode estar cansado ou excitado, 
Doente ou saudável, pesado ou leve,
mas isso nada tem a ver com meu Eu interior.

Eu tenho um corpo, mas eu não sou meu corpo.

Eu tenho desejos, mas eu não sou meus desejos, eu posso conhecer meus desejos,
e o que pode ser conhecido não é o verdadeiro. Conhecido.
Desejos vêm e vão, flutuando através de minha percepção,
mas eles não afetam meu Eu interior.

Eu tenho desejos, mas não sou desejos.

"Eu tenho emoções, mas eu não sou minhas emoções.
Eu posso sentir minhas emoções,
e o que pode ser sentido não é o verdadeiro Senciente.
As emoções passam através de mim,
mas elas não afetam meu Eu interior.

Eu tenho emoções, mas eu não sou emoções.

Eu tenho pensamentos, mas eu não sou meus pensamentos.
Eu posso conhecer e intuir meus pensamentos,
E o que pode ser conhecido não é o verdadeiro Conhecedor.
Pensamentos vêm a mim e pensamentos me deixam,
mas eles não afetam meu Eu interior.

Eu tenho pensamentos, mas não sou meus pensamentos.

Eu sou o que permanece, um centro puro de percepção,
uma testemunha impassível de todos esses
pensamentos, emoções, sentimentos e desejos."

Autor:Ramana Maharshi

28 de agosto de 2011

Pensamento possui peso, forma, tamanho, cor.!



"O pensamento possui um poder incrível. É uma força dinâmica, magnética como a gravitação, coesão e repulsão. O pensamento é a força mais sutil, mais vital que existe no Universo. É mais poderoso que a eletricidade. Ele se move e a velocidade supera a velocidade da luz; é instantâneo na sua propagação.

Como diz Swami Sivananda, em seu livro O poder do pensamento pela Ioga : "Todo pensamento possui peso, forma, tamanho, estrutura, cor, qualidade e poder. Um iogue, com seu olho iogue interior, pode ver claramente todos esses pensamentos. Os pensamentos são como coisas. Da mesma maneira que você entrega uma laranja a um amigo e a toma de volta, também pode dar um pensamento útil, poderoso a seu amigo e tomá-lo de volta. O pensamento é uma grande força; move-se; cria. Você poderá operar milagres com o poder do pensamento. Precisa saber a técnica certa de como manipular e usar um pensamento".

No livro Formas de Pensamento, Annie Besant e W. Leadbeater dizem: "O que nem todos sabem, porém,é que os pensamentos são "coisas" no mundo oculto; isto é, além de ser uma força, produzem definidas formas mentais, com cores próprias, segundo a natureza do pensamento, e com a duração proporcional à intensidade."

Neste livro, Annie Besant e Leadbeater trasmitem os resultados de suas experiências e mostram como disciplinar a mente e aproveitar de maneira inteligente os próprios recursos internos que muitas vezes são ignorados.

Em um capítulo muito instrutivo sobre o significado das cores dos pensamentos, eles mostram as belíssimas formas mentais que são criadas pela música clássica, por uma música tocada na Igreja; as lindas formas mentais observadas em pessoas meditando ou orando, formas de simpatia e amor . E, ilustram também as terríveis forças mentais da raiva, do egoismo, do apego, de medos.

Lei do pensamento

Existe a lei do pensamento que diz: Semelhante atrai semelhante. Os pensamentos são emitidos e magneticamente atraem coisas semelhantes que estão na mesma frequência.

Nossa mente é como um aparelho de rádio. Os pensamentos e sentimentos são como mensagens radiofônicas e têm uma frequência. São transmitidos através do éter e captados pelas pessoas cuja mente é receptiva a essas vibrações.

A lei básica do pensamento é: Você se torna o que pensa. O que mais pensa se manifestará em sua vida. Você atrai para si o que estiver pensando.

Você só pode sentir o que pensa. Se você tiver um pensamento negativo, vai se sentir triste, deprimido; se tiver um pensamento positivo vai se sentir alegre, calmo, entusiasmado.

Os pensamentos negativos envenenam a vida. Pensamentos de preocupação, ansiedade, raiva, medos são forças destrutivas em nós mesmos. Destroem a harmonia, a vitalidade, o vigor, a habilidade de agir.

Enquanto que os pensamentos de bom humor, de alegria e coragem curam, acalmam, aumentam a criatividade, a eficiência, o discernimento,

Pelo poder do pensamento podemos ser felizes ou não. A escolha é nossa. Em nós estão latentes toda as faculdades, potencialidades, energias e poderes. Precisamos desenvolver esse potencial para nos tornar livres, prósperos e realizados.

Para realizar nossas metas e alcançar a felicidade através do poder da mente é necessário transformar nossa atitude:

1. Identificar os fatores que levam ao sofrimento e os que levam à felicidade.

2. Eliminar os pensamentos, emoções e atitudes negativas que geram ansiedade, angustia, inquietação.

3. Cultivar pensamentos e sentimentos que conduzem à felicidade, saúde, prosperidade.

Muitos conseguem aplicar o poder da mente e são mais prósperos, realizados no amor, com mais saúde. Outros, porém, logo desistem, pois não têm persistência. A diferença está na constância, na determinação, no auto-esforço de desenvolver vigilância sobre a própria mente e escolher pensar positivo.

Faça seu próprio milagre entendendo como usar sua mente:

1. Pratique relaxamento e meditação para acalmar as emoções e dissolver a turbulência dos pensamentos.

2. Alcançando a tranquilidade da mente você poderá acessar o poder interior e conseguir o que deseja através da força do pensamento positivo.

3. Não afaste os pensamentos negativos à força. Desenvolva a vigilância, a concentração e corte os pensamentos negativos na raiz. Substitua-os por pensamentos opostos de coragem, de confiança, de alegria.

4. Purifique seus pensamentos. Liberte-se de pensamentos e lembranças do passado, não fique fantasiando e imaginando o futuro com expectativas, gerando estresse e inquietação.

5. Procure ficar presente no agora e entenda que o poder está no momento presente.

6. Agradeça a tudo que tem e seja feliz com o que tem. Não fique reclamando pelo que não tem. Compreenda que a gratidão é uma energia curativa e poderosa do universo.

Invista nesses sábios ensinamentos. Insista. Persista. Perceba que com essa prática constante você vai alcançar o autodomínio, a paz de espírito, uma atitude positiva que vai atrair o melhor para sua vida. Fique em paz! Deus em mim saúda e agradece!"

Autor:Emilce Shrividya Starling

Como e por que os pensamentos afetam a sua vida!




"Uma das frases que sempre me intrigava quando assistia filmes americanos era quando um dos namorados (em geral ela) dizia: "Dou um dólar pelos seus pensamentos." Eu era um menino mas imaginava o outro entregando um pacote de pensamentos e recebendo o pagamento por eles. Mal podia imaginar o quão estava perto da verdade. Com o estudo do ocultismo, descobri que os pensamentos, embora ainda não possam ser empacotados, são coisas, são "algo".

Para os mestres da Teosofia, escola de pensamento que orientou os meus primeiros passos no caminho espiritual, os pensamentos têm forma, cores, cheiro, vibração, densidade, ou seja, têm uma existência que pode ser percebida diretamente por videntes altamente desenvolvidos, ou pela mensuração dos resultados que a sua existência provoca.

Até há algum tempo esse assunto só era falado em círculos esotéricos, qualquer um que temesse o machado da ciência deveria se abster de tocar em tal vespeiro. Mas a coisa mudou e a própria ciência usando da sem cerimônia que lhe é peculiar está invadindo a praia dos ocultistas, graças a Deus!

No laboratório de Pesquisa dos Sonhos do Veterans Hospital em Maimonides, N.Y. USA, o Dr. Willian C. Dement (ele é dement só no nome) pesquisou se uma pessoa conseguiria apenas com o pensamento penetrar/influenciar o sonho de outra. Os resultados foram chocantes (para eles). Não há espaço aqui para relatar todas as experiências que deram certo, mas acreditem-me: sob rigorosas condições de controle, um emissor conseguiu influenciar o sonho de um receptor isolado numa cabine e monitorado de todas as formas possíveis.

Outros pesquisadores no caso os físicos do Instituto de Pesquisas de Stanford, Russel Targ e Harold Puthoff, fizeram experimentos muito bem sucedidos com uma técnica chamada Visão à Distância (Remote Viewing). Eles enviavam pessoas a determinados lugares (dos quais elas não tinham conhecimento prévio) e pediam que de lá emitissem pensamentos que descrevessem o lugar. Longe dali um receptor relaxava e tentava captar os pensamentos dos emissores. Os resultados novamente chocantes foram publicados e não apareceu ninguém da comunidade científica para contestar.

Quando aceitamos essa realidade fica mais fácil entender, por exemplo, o comportamento dos grandes aglomerados humanos, quando as massas formadas por indivíduos se comportam como se fossem um só corpo. Isso é visível nos estádios de futebol, nas manifestações populares de massa, onde o pensamento como um quantum de energia é emitido e rapidamente se irradia provocando um efeito dominó.

Como numa ocasião destas as pessoas estão não só distraídas, mas também afinadas umas com as outras (a mesma torcida, os mesmos militantes políticos e etc), o contágio se dá com muita facilidade e rapidez. Quando os defensores do chamado Pensamento Positivo, insistem para que nos empenhemos a só permitir pensamentos de saúde, prosperidade, alegria, etc, eles na verdade estão trabalhando com a tese de que os pensamentos são coisas, e não devemos guardar coisas ruins em nosso corpo ou junto a ele.

Mas como essas "coisas" os pensamentos positivos podem nos beneficiar e, o contrário, os pensamentos negativos, nos prejudicar? Quando emitimos um pensamento, na maioria das vezes o fazemos de forma leviana, fragmentada. São pedaços de ideias, motivadas por um sem número de estímulos externos e internos, que logo se dissolvem no ar.

Mas pensamentos que se repetem ou que estejam, carregados de energia emocional densa, tendem a permanecer mais tempo "vivos" e é lógico girando em nossa órbita. Mesmo os pensamentos dirigidos à outra pessoa, ou para longe: "Ah como eu gostaria de estar em Paris agora..." mantém parte de sua estrutura agregada ao emissor.

Quando pensamos "positivo" ou seja, em coisas benéficas, esses pensamentos tendem a atrair outros da mesma vibração e naipe, ao mesmo tempo que são atraídos por outros pensamentos e grupos de pensamentos análogos. Isso acaba criando uma rede, que atrai no plano invisível a vibração dos pensamentos bons e no visível atrai os pensantes desses bons pensamentos.

Na verdade as pessoas acabam se agrupando atraídas pela força gravitacional de seus próprios pensamentos. Num plano mais oculto existem outras instâncias onde os pensamentos podem servir de molde, a entidades elementais, bem como nos conduzir às grandes "torres de pensamentos coletivos" chamadas de egrégoras. Mas essa é uma outra história.

Quando emitimos um pensamento de ódio, rancor ou ressentimento, a energia íntima dessas "coisas", a sua semântica é naturalmente venenosa, infecciosa. Mesmo que boa parte dessas coisas consiga atingir o seu alvo (o ser odiado), uma outra boa parte fica grudada no "pai" ou "mãe" que o gerou (sabe como são os filhos não é?), envenenando o seu criador. É aquela velha história do feitiço se virar contra o feiticeiro. Além disso, essa qualidade de pensamento por sua natureza é mais densa de que qualquer pensamento positivo, e, portanto cria uma espécie de liga gosmenta entre o emissor e o alvo. Por isso que certos sentimentos (pensamentos) são tão obsessivos, porque criam uma ponte de comunicação constante entre o odiador e o odiado, que permanece se realimentando até que a morte os separe.

Recentemente a ciência mais uma vez correu em socorro das teses ocultistas e pesquisadores ingleses publicaram uma pesquisa mostrando que existe uma correlação positiva entre a manutenção de ressentimentos e a gênese de doenças degenerativas (é o tal veneno mental). Se aceitarmos isso, estaremos diante de uma série de possibilidades fantásticas, mas também assustadoras.

Se cada pessoa é uma emissora de ondas como uma estação de rádio, podemos estar a cada momento captando emissões de outros e achando que são nossas. Infelizmente isso é mais comum do que parece. A maioria das pessoas nasce vive e morre sem desenvolver aquilo que Jung chamou de Individuação, por isso não sabem quem são, nem mesmo sabem o que são.

Assim fica fácil de serem cooptadas pelas egrégoras culturais onde já existem pensamentos pré-pagos que adotam como se fossem seus. Essas pessoas não têm defesas contra pensamentos intrusos, e como certos passarinhos acabam chocando ovos postos no seu ninho por pássaros espertos com vinte anos de praia.

Crimes são cometidos motivados pelo combustível de pensamentos intrusos, separações, doenças, vícios, muitos dos males da humanidade são oriundo desses estupros mentais.

Por outro lado pensamentos luminosos atraem para si pessoas luminosas, sócios de vida que vêm atraídos pelo "cheiro" de pensamentos afins, energias espirituais benfazejas, alto astral também são atraídas pela luz de pensamentos positivos.

Caminhamos para um estágio onde deveremos aprender a emitir pensamentos num determinado espectro vibratório, e identificar e rechaçar pensamentos intrusos que não se adequarem ao padrão que estabelecemos. Isso não significa de modo algum criar um ser unidimensional, ao contrario significa alcançar um nível elevado de Consciência, e assim se libertar das cadeias dos falsos egos que nos tangem na direção que não desejamos ir.

 Pensar bem, é pensar o Bem."

Autor: Roberto Goldkorn
Fonte: http://www2.uol.com.br

27 de agosto de 2011

O medo surge da identificação com o corpo-mente - OSHO



"A consciência, no sentido de percepção, é o que os alquimistas procuravam: o elixir, o néctar, a fórmula mágica que pode ajudar uma pessoa a se tornar imortal.

Na verdade, todas as pessoas são imortais, porém vivemos num corpo mortal e somos tão apegados a ele que daí surge uma identidade. Não há distância para vermos o corpo como algo separado.

Estamos tão imersos no corpo, tão enraizados nele, que começamos a sentir que somos o corpo — e é aí que surge o problema: começamos a temer a morte. Com isso vêm todos os medos, todos os pesadelos.

A percepção cria a distância entre você e seu corpo, deixa você ciente tanto do corpo quanto da mente — pois corpo e mente não são separados. Corpo-mente é uma identidade, a mente está dentro do corpo.

Quando você se torna ciente do complexo corpo-mente, logo percebe que está separado de ambos, e o distanciamento começa a acontecer. É quando você percebe que é imortal, que não é parte do tempo, que é parte do eterno.

Você sabe, então, que não existe nascimento nem morte, que você sempre existiu e sempre existirá. Você já teve muitos corpos porque desejou demais.

Cada desejo traz você de volta ao corpo, porque sem corpo nenhum desejo pode ser realizado. Se alguém é apegado demais à comida, precisa de um corpo. Sem corpo, ninguém pode comer — a alma não ingere comida. Portanto, uma pessoa que é gulosa demais com certeza voltará em outro corpo."

Osho, em "Meditações Para A Noite"

26 de agosto de 2011

Você nunca estará sozinho por Marcos Keld !

 

"Não importa onde você esteja, onde esteve ou onde estará. Isso é irrelevante quando se tem algo de valia imensurável dentro de si. Supera-se qualquer desafio, qualquer imposição, qualquer temor e qualquer sofrimento. Supera-se até as ilusões de si mesmo. Quando se tem algo dessa magnitude, qualquer coisa pode ser superada.

Você pode estar no meio de uma guerra, cercado por pessoas que querem o seu mal, mas nunca estará sozinho. Você pode ser xingado, agredido, humilhado e constrangido, mas nunca estará sozinho. Não importam as circunstâncias, não importam os preceitos.

As pessoas podem morrer ao seu lado, seus amigos e familiares, mas você nunca estará sozinho. O mundo pode desabar, as luzes podem se apagar, o sol pode se esconder; seu corpo pode falhar, sua boca pode se calar, seus olhos podem se nublar; as dores podem acometê-lo, as lágrimas podem maltratá-lo, o choro pode sufocá-lo; tudo isso pode acontecer, mas você nunca estará sozinho.

No deserto ou no meio da multidão, isolado ou perdido em algum lugar estranho, você nunca estará sozinho. Não importa se todas as pessoas ao redor lhe enviarem raiva e palavras de desprezo, não importa se você estiver passando fome, não importa se tudo o que lhe restar for a faculdade de pensar. Mesmo assim você nunca estará sozinho.

Não importam as aflições, os fins de relacionamentos, os problemas financeiros, os dilemas sociais, nada disso importa. Não importam as promessas, não importam as derrotas, não importam os desacertos, nada disso importa.

Tudo poderá ser superado, alcançado, amado. Tudo poderá ser possível, do mais improvável ao mais concreto, do mais simples ao mais complexo.

Quaisquer sofrimentos, dores e dificuldades poderão ser sublimados. Porque não haverá medo, não haverá anseios, não haverá dificuldade. O que quer que possa acontecer, não irá arrancá-lo de seu centro e de sua paz.
Pois quem conhece a si mesmo nunca estará sozinho."

Autor;Marcos Keld
Fonte:http://www.blog.potencialidadepura.com

Templo por Alexandra Solnado!



"Cada momento que passas contigo, com as tuas coisas, os teus pensamentos, as tuas perguntas é um tempo sagrado. Tu és um templo.

Toda a estrutura molecular e energética que constitui o teu ser foi feita para ser um templo.

Onde se reza. Onde se ora, onde se medita. Onde se interioriza. Onde se está, e se respeita esse estar. Onde se chora e onde se ri, mas sobretudo onde se acredita.

Onde se acredita que tudo vai dar certo, que todos os esforços que foram perpetrados em nome da evolução irão dar os seus frutos e que tu ainda vais ser muito feliz.

Vais ser muito feliz, porque te respeitaste, porque passaste o tempo que era suposto passares contigo próprio, afugentando a ilusão e os fantasmas e encarando a dura e difícil realidade de seres quem és com todas as tuas limitações e desencantos.

 Mas também porque admitiste que nesse templo há uma dose incomensurável de fé e de verdade, e que viver nelas é alcançar o reino dos céus.

Cuida para que o tempo que passas contigo seja grandioso. Cuida de cada detalhe do teu templo. Cuida do que entra e do que sai. Cuida do que entra.

 A alimentação é muito importante e pode mudar a constituição das tuas células…e consequentemente da sua frequência vibratória… e por conseguinte da tua energia. A energia das pessoas que te rodeiam é também determinante para o teu bem-estar.

Cuida do que sai. Não saias completamente do teu templo. Não o deixes abandonado. Sai, vai aos outros, mas volta. Deixa sempre uma estrada.

Nunca te esqueças de deixar a porta aberta. Para que possas voltar. Para que te dê prazer voltar. Para que, de uma vez por todas, deixes de te abandonar como tens feito nestes últimos séculos."

O LIVRO DA LUZ – Pergunte, O Céu Responde,
de Alexandra Solnado

24 de agosto de 2011

Não deixe que os problemas se tornem seu sentido por OSHO!



"Sempre é mais fácil abandonar os problemas do que resolvê-los. E sempre que você puder abandonar um problema, é melhor abandoná-lo que resolvê-lo, porque mesmo se você for bem sucedido na solução dele — o que é muito difícil — alguma coisa dele continuará em uma forma modificada. 

Assim, a respeito de problemas, é preciso ser muito, muito específico. Primeira coisa: se você puder abandoná-los, deixá-los de lado, é melhor que resolvê-los. Se eles não puderem ser abandonados, somente então tente resolvê-los.

E a minha compreensão é de que se você estiver pronto para abandoná-los, noventa e nove por cento dos problemas poderão ser abandonados. Não há necessidade alguma de resolvê-los — eles não valem o esforço.

Se você viver muito tempo com os problemas, eles tendem a se tornar parte de seu ser. Então, uma parte de seu ser se agarra a eles e outra parte tenta resolvê-los — existe uma dicotomia. Então você se move para direções diametralmente opostas, porque uma parte tornou-se tão acostumada a eles que sem eles não será capaz de viver. 

Eu conheci um casal. O marido era um alcoólatra e por quase quinze anos a esposa esteve continuamente brigando. Aquele era seu único problema. Ela veio a mim e disse: "Esse é o único problema. Se você puder resolvê-lo... E meu marido vem a você — ele é quase um discípulo seu. Ele é louco por você porque quando ele fica bêbado, ele só fala de você — nada mais! Por isso, ajude-me! Eu não desejo nenhuma iluminação," disse a mulher, "Eu não quero paz alguma em minha mente. Se meu marido não ficar mais nesse estado louco, eu estarei perfeitamente feliz."

Assim, eu falei com o marido: "Apenas por sete dias tente não beber e vamos ver o que acontece." Por sete dias ele parou. Em primeiro lugar, a mulher nunca esperava por isso. Ela tinha falado sobre isso, mas não tinha expectativas. O investimento de quinze anos de repente se foi — nada mais havia para falar a respeito, nenhum motivo mais para brigar.

E não era apenas isso — o poder dela, a atitude dela que era 'mais santa que ele'... De repente o marido não era mais aquele companheiro indecente, bêbado, e ela não podia puxá-lo para baixo repetidas vezes por todo o dia.

No sétimo dia eu fui à casa deles e perguntei: "Como você está se sentindo?" Ela disse: "Eu estou me sentindo triste. Isto é estranho — ele realmente parou! Mas eu estou me sentindo muito triste — como se todo o trabalho da minha vida tivesse se perdido. Agora eu não vejo razão pela qual eu devo viver. Aquilo havia se tornado um sentido para mim."

É muito perigoso viver com problemas por muito tempo – eles se tornam o seu sentido. Assim, imediatamente, sempre que existir um problema, a primeira coisa é: se você puder, abandone-o.

Se você não puder abandoná-lo de maneira alguma, então resolva-o. O problema que não pode ser abandonado, merece ser resolvido e você crescerá através disso."


Osho, em "Blessed are the Ignorant"
Tradução: Sw. Bodhi Champak

Fonte: Osho Brasil

O Agora por Eckhart Tolle!

 

"Este exato momento AGORA é a única coisa da qual você jamais conseguirá escapar, o único fator constante em sua vida.

Aconteça o que acontecer, e por mais que sua vida mude, uma coisa é certa: é sempre o AGORA.

Se não for possível fugir do AGORA, por que não acolhê-lo e tratá-lo bem?

A DIVISÃO DA VIDA EM PASSADO, PRESENTE E FUTURO É UMA CONSTRUÇÃO DA MENTE, EM ÚLTIMA ANÁLISE: ILUSÓRIA.

Passado e futuro são formas pensamento, abstrações mentais.
O PASSADO só pode ser lembrado AGORA.

O que você lembra é um fato que aconteceu no AGORA e do qual você se lembra AGORA.

O FUTURO, quando chega, é o AGORA.

Portanto, a única coisa real, a única coisa que sempre existe,é o AGORA.

Concentrar sua atenção no AGORA, não é negar o que é necessário em sua vida. É reconhecer o que é prioritário. Depois, você poderá lidar mais facilmente com o que é secundário.

Veja o que é prioritário e faça do AGORA seu amigo, não seu inimigo. Reconheça-o, respeite-o. Quando o AGORA é a base e o foco principal de sua vida, ela flui com facilidade.

Sinta a vida em seu corpo.
Isso enraíza você no AGORA.

Enquanto não se responsabilizar por este exato momento - O AGORA - você não estará assumindo qualquer responsabilidade por sua vida.

É POR ISSO QUE O AGORA É O ÚNICO LUGAR ONDE A VIDA PODE SER ENCONTRADA.

O AGORA é como é porque não pode ser de outro jeito.
Assumir responsabilidade por este momento presente é estar em harmonia com a vida.

Quando você passa a dar atenção ao AGORA, cria-se um estado de ALERTA. É como se você acordasse de um sonho, o sonho do pensamento, o sonho do passado e do futuro.

É TÃO CLARO E TÃO SIMPLES.
Não sobra lugar para criar problemas.
Só esse momento, tal como ele é.

Quando concentra sua ATENÇÃO NO AGORA, você se dá conta de que a vida é SAGRADA. Existe algo de SAGRADO em tudo que você percebe quando se encontra no presente. Quanto mais você viver no AGORA, mais vai sentir a simples e profunda alegria de SER e do caráter SAGRADO DA VIDA.

A maior parte das pessoas confunde o AGORA com o que ACONTECE no agora. Mas não é isso.

O AGORA é mais profundo do que qualquer conteúdo queocorre nele.
É o ESPAÇO no qual tudo ACONTECE.

Você sempre ignora o fato mais óbvio: o seu sentido mais profundo de ser não tem nada a ver com o que acontece na sua vida, nada a ver com o conteúdo de sua vida.

O sentido de ser, de EU SOU, está intimamente ligado ao AGORA.
Ele sempre permanece o mesmo.

Na infância e na velhice, na saúde ou na doença, no sucesso ou no fracasso, o EU SOU, o espaço do AGORA permanece imutável no nível mais profundo. Mas como ele costuma se confundir com o que acontece em sua vida, você sente o EU SOU ou o AGORA muito tênua e indiretamente, através do conteúdo da sua vida.

Em outras palavras: sua noção de ser fica obscurecida pelas circunstâncias, por sua corrente de pensamento e pelos inúmeros fatos que ocorrem no mundo à sua volta.

O AGORA FICA ENCOBERTO PELO TEMPO.

No entanto, é tão simples lembrar a verdade e dessa forma voltar às origens (...)
Eu NÃO SOU os meus pensamentos, NÃO SOU minhas emoções, minhas percepções sensoriais e minhas experiências.

NÃO SOU o conteúdo da minha vida.

SOU O ESPAÇO NO QUAL TODAS AS COISAS ACONTECEM.

EU SOU A CONSCIÊNCIA.

SOU O AGORA."

Trechos do Capitulo IV do livro:
"O Poder do Silêncio" de Eckhart Tolle

22 de agosto de 2011

"Diálogos sobre a Solidão" por Krishnamurti

 

"Sabeis o que significa solidão, e estais cônscios dela? Duvido-o, bastante, porque estamos abafados em atividades, em leituras, em relações, em idéias, e tudo isso impede-nos, verdadeiramente, de perceber a solidão.

 Mas, que quer dizer solidão? É um sentimento de vazio, de falta, extraordinária incerteza, de não estarmos ancorados em coisa alguma. Não é desespero, nem a falta de esperança, mas um sentimento de vácuo; de vazio e de frustração.

 Estou certo de que todos nós já a sentimos - todos, os felizes e os infelizes, os que vivem ocupadíssimos e os cultores do saber. Todos o conhecemos, esse sentimento de uma dor real e incessante, um sofrimento que não podemos encobrir, por mais que o tentemos.

Entremos, portanto, de novo neste problema, para vermos o que de fato se passa, para vermos o que fazemos quando nos sentimos sós. Procuramos fugir ao sentimento da solidão, tomamos um livro, seguimos um guia, vamos ao cinema, ou nos lançamos em intensa atividade social; ou vamos adorar e rezar, ou pintar, ou escrever um poema sobre a solidão.

 É isso o que realmente se passa. Ao terdes consciência da solidão, do sofrer que ela causa, do terror extraordinário e insondável, que nos infunde, procuramos fugir-lhe, e essa fuga toma maior importância e por esta razão as vossas atividades, vossos livros, vossos deuses, e vossos rádios, tudo se torna importante. Não é verdade isso?

 Eu já disse que, quando atribuímos importância a valores secundários, eles nos levam ao infortúnio e ao caos; e os valores secundários são, necessariamente, os valores sensoriais, e a civilização moderna, baseada que esta nestes valores, oferece-nos este meio de fuga — fuga, nos afazeres, na família, no nome, nos estudos, na pintura, - etc. Toda a nossa civilização está baseada na fuga. Isso é um fato.

Já experimentastes ficar só? Se o fizerdes, percebereis como é difícil, e quanta inteligência é necessária para estarmos sós, porquanto a mente não nos deixa ficar sós. A mente fica inquieta, ocupada com fugir. Mas, que fazemos nós? Procuramos preencher este vazio extraordinário com o conhecido. 

Encontramos uma maneira de ficar ativos, de ser sociais, sabemos estudar e sabemos ligar o rádio. Estamos, portanto, preenchendo essa coisa que não conhecemos, com coisas que conhecemos. Procuramos preencher o vazio com o saber de vária espécie, com as relações, ou com as coisas. Com estes três procuramos enchê-lo. Não é assim? Este é o nosso processo, esta é a nossa existência. 

Pois bem; quando tendes percebimento do que fazeis, pensais ainda ser possível preencher aquele vazio? Já experimentastes todos os meios de preencher o vazio da solidão. Conseguistes preenchê-lo? Tentastes o cinema, mas sem resultado e, por isso, apelais para os “gurus”, os livros, ou vos tornais intensamente ativos, socialmente.

 Conseguistes preenchê-lo, ou apenas encobri-lo? Se apenas o encobristes, ele ainda existe. E, pôr isso ele voltará, e se conseguirdes, afinal, escapar-lhe de todo, sereis fechado num hospício, ou ficareis extremamente embotados, insensíveis. É isso o que está acontecendo no mundo.

Esse vazio, esse vácuo pode ser preenchido? Se não, podemos fugir dele? E, se já o experimentamos e descobrimos que nada vale um determinado meio de fuga, não se deduz daí que todos os outros meios nada valem? Por conseguinte, não importa se preencheis o vazio com isso ou com aquilo. A meditação é também um meio de fuga. Por isso, não adianta variar os meios de fuga.

Como, então, ireis descobrir o que precisais fazer para eliminar o vazio? Só podeis descobrir o que deveis fazer, depois de desistirdes de fugir. Não é assim? Isto é, quando tendes a disposição de enfrentar a realidade (o que “é”), o que significa que não deveis ligar o rádio, o que significa que deveis voltar as costas à civilização, chega então ao seu termo a solidão, porque está completamente transformada. Já não é solidão.

 Porque, se compreendeis “o que é”, isso é, então, o Real. — Porque a mente está continuamente a evitar, a fugir, a recusar a ver o “que é”, cria ela os seus próprios -obstáculos. Porque temos tantos obstáculos á impedir-nos de ver o “que é”, nós não o compreendemos, e por isso nos afastamos da Realidade; e todos esses obstáculos foram criados pela mente, para não ver o “que é”.

 Porque, para se ver ó “que é”, requer-se não só muita capacidade de ação e vigilância, mas também que volteis as costas a todas as coisas que construístes, à vossa conta no banco, ao vosso nome, a tudo o que chamamos civilização. Ao verdes o que “é”, vereis como se transforma a solidão."

Krishnamurti – 23 de novembro de 1947
Do livro: Uma Nova Maneira de Viver – editado em 1950 pela editora ICK
Tradução de Hugo Veloso

21 de agosto de 2011

O efeito SOMBRA por Deepak Chopra!


..."Mas a nova pesquisa sobre o contágio social é empolgante, porque respalda a noção de que, na verdade, há uma mente que coordena não apenas o modo como as pessoas captam os modismos umas das outras, ou decidem imitar-se; não apenas a que distância as células cerebrais sabem o que outras células cerebrais estão fazendo, mas remotos fenômenos, como o de gêmeos separados por milhares de quilômetros que subitamente sabem o que está se passando um com o outro.

 Esses conectores invisíveis vêm trazendo o inconsciente coletivo a muitas, muitas áreas da vida. O contágio social está se transformando em notícia, porque todos gostamos de confiar em dados, embora a possibilidade de sermos todos integrantes de uma só mente desafie a religião, a filosofia e o significado da própria vida.

A sombra, portanto, é um projeto compartilhado. Qualquer um pode ter participação em sua construção. Tudo o que você precisa é a habilidade de permanecer inconsciente. Você não tem experiência na ausência do contraste: luz e sombra; prazer e dor; acima e abaixo; à frente e para trás; quente e frio. Se não houvesse divisões, não haveria manifestação. A consciência seria um campo vastamente árido, como um deserto. Você estaria ciente de tudo, porém, de nada em particular.

Desse modo, para ter uma manifestação, você precisa de energias opostas. Por isso inimigos declarados também são aliados ocultos. Osama bin Laden e George Bush, por exemplo, criaram um ao outro. Na superfície, eram inimigos; porém, no fundo, eram aliados. É um princípio genérico. Você precisa de seus inimigos para ser quem você é. 

O que você chama de "eu" na verdade é "nós" em grau muito mais abrangente do que você imagina.De onde veio a sombra? O impulso pela separação criou o contraste — e a guerra — entre a luz e a escuridão. Quando a separação se torna patológica, ela se manifesta como impulsos da sombra: raiva, medo, inveja e hostilidade. Portanto, a alma humana se sente simultaneamente divina e diabólica, sagrada e profana, santa e pecadora. Nas tradições da sabedoria oriental, temos um ditado que diz que o pecador e o santo estão meramente trocando de papel.

 Não se pode ter Deus sem o Diabo.O que é o Diabo? É a sombra mística, o anjo caído, mas ele nasceu divino. Na verdade, outra forma de interpretar a palavra "diabo" é "o divino quando não se sente bem". Há uma conclusão chocante escondida por trás disso: não se pode ter um universo se não houver a escuridão lutando contra a luz. A maioria das pessoas já viu um holograma criado com o uso da luz a laser. Utilizando apenas o fragmento de uma foto ou objeto, o laser pode recriar o objeto, ou a foto, de forma integral, como se fosse mágica. Em vez de um fragmento, a plenitude surge à sua frente.

 Da mesma forma, mesmo que você esteja preocupado com os fragmentos da vida diária — cozinhar, trabalhar, divertir-se, coisas de que gosta ou não —, na realidade, sua mente projetou um holograma para você habitar. Você vive dentro da plenitude.

 O impulso holográfico não pode ser desligado ou destruído. Embora você possa olhar em volta e desgostar de muita coisa que vê em seu mundo pessoal, sentindo-se encurralado por outras pessoas e situações difíceis, você detém o poder de criar um holograma totalmente novo. Um novo holograma implica um novo self. 

O que temos aqui é uma dica para um dos mais profundos segredos espirituais: o poder de alterar a realidade. Tal poder não está disponível na superfície da vida, motivo pelo qual as pessoas se sentem arremessadas de um lado para o outro pelas circunstâncias externas. Você precisa encontrar o nível da alma, onde o impulso holográfico pode criar qualquer coisa.

A superioridade camufla o sentimento de fracasso ou o de que os outros o rejeitariam se soubessem quem você realmente é.Você não está no mundo. O mundo está em você.

A vida — no sentido da sua vida e da minha — transcende qualquer orientação de ganhar ou perder. A plenitude vai além das explicações simplistas de causa e efeito. Na teia dos relacionamentos, você funciona num contexto muito maior. Quando enxergar a si mesmo como parte do todo, surgirá um novo entendimento. Não há necessidade de rotular a si mesmo ou qualquer outra pessoa como parte do drama bem versus mal, certo versus errado.

 Você pode trocar o julgamento pela verdadeira experiência de compaixão, amor e perdão. É essa a cura que vem de ser pleno.A plenitude sempre tenta restaurar a si mesma. Seu corpo tem um leque de técnicas de cura. A plenitude e a cura estão intimamente ligadas (as duas palavras derivam da mesma raiz, em sânscrito). É crucial saber que você não vai deixar de ser você mesmo se buscar a transformação.O mundo de contrastes é sedutor e dramático. Sem o contraste, será que estaríamos condenados à mesmice eterna? 

Quanto mais forte a luz, maior a sombra. Não se trata de algo criado pela humanidade; é o modo como a natureza funciona. A alternativa não é praticável. Se o universo não tivesse as forças criativas se opondo simultaneamente ao declínio, ou entropia, não haveria universo.Precisamos dessas forças opostas, mas esse não é um argumento para a dualidade. Na verdade, é um forte argumento para a plenitude, já que é preciso uma perspectiva bem maior que isso, de ambos os lados, para mantê-las em equilíbrio

.No plano do ego, constantemente nos iludimos ao pensar que ser absolutamente bom é possível. Nunca mais vamos mentir, trapacear, sentir inveja, perder a calma ou ceder à ansiedade. Essa intenção nunca dá certo, porque ser totalmente bom, o tempo todo, é tão rígido quanto ser qualquer outra coi¬sa o tempo todo. Há momentos em que é absolutamente certo e saudável ficar zangado ou sentir medo. 

A falha no pensamento positivo é que você não pode ser positivo o tempo inteiro. É uma atitude sã lutar contra ditadores, se opor à opressão de todas as formas, dizer a corruptos que eles estão errados, e por aí adiante. A vida apresenta desafios vindos do lado obscuro. Não precisamos endemoniar a sombra; ela é a fonte de quase todos os desafios que valem a pena ser enfrentados.

A ilusão na qual recaímos é pensar que a vida nos força a escolher entre o bem e o mal. Na realidade, há um terceiro caminho, que é ser pleno.

 Da perspectiva da plenitude, você pode equilibrar a escuridão e a luz sem se tornar escravo de nenhuma delas. A oposição entre as duas pode se transformar em tensão criativa. O mocinho tem que continuar ganhando, mas é melhor o bandido não perder de vez, pois então seria o fim da história.

 O universo ficaria como um museu, mumificado eternamente.Quando você tiver a experiência de ser a própria fonte e seu mundo, ao mesmo tempo, você se tornará pleno. Diga a palavra "elefante" para si mesmo. Antes de surgir à mente, o seu vocabulário estava longe ou perto?

 Usamos a consciência por motivos individuais, a serviço do "eu e meu", porém, você pode se localizar no tempo e no espaço sem conseguir localizar sua consciência. Não há distância entre você e uma lembrança, você e o pensamento seguinte. Partindo da perspectiva da plenitude, já que tudo está sendo coordenado de uma só vez, a distância é irrelevante.

O que conduz a uma conclusão empolgante: seu potencial para a mudança também não está distante. Potencial é o mesmo que possibilidades não vistas. Ou você vê que algo é possível, ou não vê. Portanto, o impossível é apenas outro nome para o que não é visto. Consequentemente, a sombra, que o faz enxergar um mundo limitado, temeroso e repleto de ameaças e possibilidades sombrias, está mascarando muitas possibilidades não vistas, que poderiam saltar diante de seus olhos se você se expandisse além da sombra. 

No fim das contas, a plenitude é o mesmo que encontrar sua fonte. Não há divisão na fonte. Você está vivendo perto da fonte da consciência se as afirmações a seguir forem verdadeiras:

Está em paz.
Não pode ser abalado de seu centro.
Possui autoconhecimento.
Sente compaixão sem julgamento.
Vê a si mesmo como parte do todo.Não está no mundo. O mundo está em você
.Ações espontaneamente o beneficiam.
Seus desejos se manifestam facilmente, sem desgaste nem esforço.
Pode executar ações intensas com desprendimento.
Não está visando nenhum resultado pessoal.
Sabe como se render.
A realidade de Deus é visível em toda parte.
A melhor época é o presente.

O primeiro passo é o mais importante. Não seja leal à dualidade. Pare de rotular, culpar e julgar. Abra mão das fantasias de mostrar ao mundo que você está certo e os outros estão errados. Os professores espirituais vêm ofertando esse conselho há séculos. Lembre-se do que os Vedas proclamam: "Você não está no mundo. O mundo está em você".

 Para encontrar amor, você tem de ser capaz de enxergar a si mesmo como alguém que pode ser amado. O medo da rejeição incapacita milhões de pessoas. Ele faz com que o amor não correspondido seja uma tragédia compreendida por todas as culturas.

 Espiritualmente, você não pode ser rejeitado, a menos que rejeite a si mesmo. Quando você rotula a si mesmo, ou a qualquer pessoa, como ruim, errado, inferior, indigno etc., está olhando por uma lente limitada. Amplie sua visão e ficará ciente de que todos, por mais falhos, são completos e plenos no nível mais profundo.

 E nesse sentido que figuras como Jesus ou Buda puderam ter compaixão por qualquer um. Vendo a plenitude por trás do jogo de luz e escuridão, eles não achavam nada a culpar. O mesmo se faz verdadeiro para o caminho espiritual que você segue. 

Conforme se enxergar de modo mais completo, terá compaixão por suas falhas, o que o conduzirá à autoaceitação completa.Já vi pessoas evoluírem rapidamente praticando uma simples meditação cardíaca, na qual se sentam, em silêncio, e direcionam a atenção ao coração; e outras se beneficiarem pelo acompanhamento dos movimentos respiratórios de olhos fechados.

 Acaba-se experimentando inteiramente o verdadeiro self — algo que pode ser alcançado pela meditação com mantras, originada na índia védica, ou com as técnicas de meditação vipassana, do budismo, para mencionar apenas dois métodos comprovados.

 Em seu caminho espiritual, você deve começar a experimentar o seguinte:

A vida fica mais fácil, destituída de esforço.
Você age de maneira mais espontânea.
O mundo já não traz reflexos negativos.
Seus desejos são realizados com mais facilidade.
Você encontra felicidade na simples existência.
 Estar aqui é o suficiente.
Você ganha percepção própria sabendo quem realmente é.
Sente-se incluído na plenitude da vida."


O EFEITO SOMBRA
DEEPAK CHOPRA / DEBBIE FORD / MARIANNE WILLIAMSON
trechos do livro  selecionados por Tom R. para o blog MAIS DE
MIL FRASES DE EFEITO: 

19 de agosto de 2011

A Respiração e o Prana por Marcos Keld


 

  "Existe algo que está presente na fisicalidade, funcionando como uma bateria para os estados da matéria. Este algo está exatamente entre a espiritualidade e a fisicalidade. Seu nome é Prana. 

Muitos outros nomes foram dados a esta energia como Chi, Aura, Força Vital, Táquion, Mana, Orgone, etc. Seu entendimento sempre esteve presente nas filosofias orientais. Mas a própria ciência já a identificou, embora não a estude abertamente.

Essa energia é o que mantém a matéria em movimento. Está pre-sente por todo o universo e sua origem advém das estrelas (em nosso caso, do sol), do interior dos planetas, de supernovas, pulsares e qua-sares; enfim, onde houver uma singularidade, haverá tal energia. Sem ela não haveria qualquer chance de evolução da vida, uma vez que sem a energia adequada não há desenvolvimento, muito menos transformação da matéria.
  
O Prana é o que nos dá a vitalidade e a força para permanecermos vivos e em movimento. Como dissemos, ele é o combustível da maté-ria. Por isso é dito que as estrelas são as usinas do universo.

  Mas o que é mais importante no Prana é que no ser humano sua presença está particularmente conectada com nossas emoções. Isto significa que quanto mais energia positiva experienciamos, mais Prana se encontra em nosso organismo. Isso porque de maneira inconsciente tendemos a “sugar” mais dessa energia quando estamos felizes ou amorosos. 

O caminho inverso também ocorre, quanto mais Prana temos no organismo, mais positividade nos surge. Essa energia é justamente a ponte entre nossos desejos e sua possível realização. É por meio do Prana que inserimos informação no universo, que temos a estruturação para alterar nossas realidades. 

E por quê? Porque nós também temos uma fonte dessa energia presente dentro de nós, embora nos forneça uma quantidade limitada dessa mesma energia, apenas o suficiente para manter o coração funcionando.

 Em nosso coração existe uma singularidade. É ela que dá vida ao corpo. Alguns cientistas estão chegando a essa conclusão, como o ge-nial físico Nassim Haramein. 
"Há  um lugar físico dentro de seu coração que contém uma singularidade. Seu coração tem uma pequena cavidade entre os dois ventrículos, e esta pequena cavidade tem o maior campo eletromagnético de seu corpo, e pode ser medido a dois metros e meio de distância. E esta é a bateria da vida que mantém seu coração batendo. Quando você morre, esta singularidade não está mais presente, e é por isso que determinado peso se esvai quando uma pessoa morre. O peso é o resultado desta singularidade curvando o espaço-tempo, criando um efeito gravitacional que nós chamados de peso."
Nassim Haramein 

 Qual a importância de falarmos dessa energia? Simples, uma vez que sabemos que quanto mais Prana tivermos em nosso organismo, mais vitalidade, disposição e paz teremos, aprender a lidar com ele irá nos ajudar e muito a mantermos nossas vibrações elevadas, cheias de emoções positivas, contribuindo para deixar nossas experiências físicas mais harmoniosas.
  
Controlar o Prana, ou ao menos aprender a absorvê-lo é um passo gigantesco para a evolução espiritual. Aumente o Prana em seu organismo e inevitavelmente você irá elevar sua vibração. Eleve o Prana e você estará mais predisposto a sentir emoções positivas.

  Mas como absorver tal energia?
  O controle das emoções é o que separa uma pessoa com sua divindade desperta de uma pessoa adormecida na matéria, um co-criador de uma criatura. Tanto o controle das emoções quanto a absorção de Prana passam exclusivamente pelo controle da respiração.

  Sem o controle da respiração fica muito mais complicado o também controle das emoções. Isso porque toda vez que respiramos, absorvemos certa quantidade de Prana, mas de maneira insuficiente para satisfazer as necessidades básicas de seres espirituais como nós.

  Respiramos apressados e de maneira superficial, deste modo a absorção da energia vital é fraca. Percebemos isso em forma de cansaço, desânimo, preguiça, depressão, falta de vontade de viver e na dificuldade em acordar.

  Quando respiramos corretamente, a energia é absorvida de forma plena e então reabastecemos nossos organismos. De fato, as práticas orientais sempre ensinaram que só devemos absorver a quantidade de Prana de que precisamos, pois seu excesso causa tantos males quanto sua ausência.

  De qualquer forma, o controle da respiração é uma das práticas essenciais que não são abordadas pela maioria dos autores que lidam com o poder criativo e com a espiritualidade de maneira geral.

 De fato, ela é um dos pilares da criação deliberada, uma vez que quando controlamos nossa respiração também controlamos as emoções com o armazenamento de Prana. Portanto, práticas respiratórias são um passo gigantesco para o começo de um total despertar.

  Em nossas vidas, somos neutralizados pela ilusão, e ela nos programa a tomar decisões rápidas, pois a fila social deve andar. Assim, nós, em nossa ignorância, acabamos pegando vícios. Um desses vícios é a respiração rápida e superficial.

  Existem muitos exercícios respiratórios eficientes e com alguma pesquisa consegue-se encontrá-los facilmente internet à fora. Aqui, falaremos de um tipo de respiração muito prático e que pode ser fei-to sem maiores esforços. Trata-se da Respiração Rítmica.

  A respiração rítmica, querido leitor, consiste em manter um padrão consciente a princípio, depois podendo ser inconsciente, em nos-sa respiração de maneira profunda e compassada. A respiração rítmica deixa o ar entrar de maneira íntegra em nossos pulmões, que filtram o Prana contido nos átomos de oxigênio e o fazem circular por todo o organismo.

  Tal prática traz alguns benefícios objetivos como correção da circulação sanguínea, melhor oxigenação do cérebro e outros músculos, armazenamento de oxigênio, deixando-o com mais fôlego, prevenção de doenças; e outros subjetivos, porém mais importantes, como uma vitalidade acima do comum, maior poder de concentração e raciocínio, ânimo permanente, poder de imaginação mais desperto, assim como o poder criativo, facilidade em manter os chakras funcionando corretamente, entre outras que cada um poderá sentir por si só. 

Todavia o mais importante é sem dúvida o aumento do controle das emoções.

Aquele que busca expressar todas as suas potencialidades como co-criador, e principalmente quem busca a plenitude, deve estar ciente de que sem a absorção do Prana, da energia fundamental, não há como alcançar maiores vôos, uma vez que ela é indispensável para a matéria tornar-se una com o espírito. 

Assim como, sem ela, o estado da não-mente (que será tratado adiante, sendo outro dos pilares da evolução pessoal) pode nunca acontecer devidamente.

 Por isso, querido leitor, esta é uma prática fundamental para quem quer tornar-se seu próprio mestre ou para aquele que quer manter o ânimo e a saúde em pé."

Autor: Marcos Keld
Fonte: Parte II/5- pagina 117, do ebook Potencialidade Pura  
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