30 de junho de 2011

Ordinariedade extra! de Satyaprem.[vivendo no mundo como sendo um grande ator]

 
"Satsang propõe que você viva no mundo como se estivesse num teatro, como sendo um grande ator. Shiva declara o mesmo em um de seus poemas: “Aquele que se realizou, vive no mundo como se fosse um ator. Ele atua, mas sabe que não é real”.

A mente, acostumada com tudo que tem sido proposto, quer se tornar uma espécie de super-homem, vendendo a ideia de que quando a Verdade se tornar clara, você não mais se envolverá com nenhum problema ou que você virá a ser invulnerável. Mas quero que note que, justamente agora, você não está envolvido em nenhum problema. Aqui, proponho uma distinção entre aquele que se envolve nos problemas e você.

Ao tentar transferir a invulnerabilidade para o corpo-mente, você está agindo através de um desejo da própria mente que é impotente, e por isso quer transferir a invulnerabilidade do Ser para si. Ela quer apropriar-se de uma qualidade que não lhe pertence, mas é impossível – o Ser é “inapropriável”.

Um mestre zen foi perguntado pelo discípulo:

– Mestre, eu tenho um grande problema... Quando está frio, sinto muito frio. Quando está calor, sinto muito calor. O que preciso fazer para resolver este dilema?

O mestre disse:

– Simples! Quando estiver frio, sinta frio. Quando estiver calor, sinta calor.

A mente quer se apropriar das experiências, mas você não é aquele que sente frio, nem aquele que sente calor. O corpo foi desenhado para sentir calor ou frio, dadas circunstâncias. Portanto, a indicação é que sinta calor quando estiver quente e frio quando estiver frio. Tire o foco dessa ideia de ter mais poder ou controle sobre as relações não somente com o seu corpo mas com os outros corpos.

Aliás, eles não são separados, por isso a impossibilidade de controle. Se fossem separados como parece aos seus olhos, seria fácil. Mas os olhos nos enganam, não estamos separados. Está tudo junto. Somente os nossos olhos dizem que há uma separação, mas não tem separação nenhuma. O único ponto que pode ser estabelecido, e ele é crítico, é que você comece a namorar com a possibilidade de não ser nada do que tem pensado ser. Comece a vislumbrar que você realmente é aquilo que observa e saiba que nada do que você vê, é real."

Satyaprem

28 de junho de 2011

A vida pede mudanças: Saiba quando a essência grita por socorro! Por Bruno J. Gimenes

 
"O ser humano pode estar engessado em seus vícios rotineiros de comportamentos, ligado no piloto automático de sua própria ressonância (criada por suas atitudes e escolhas), mas não demora e vai chegar a hora em que sua essência vai “gritar” por socorro.

Muitas pessoas vivem vidas inteiras nesse piloto automático. Quando menos esperam, a vida lhes presenteia com situações extremas que lhes fazem repensar tudo, mudar conceitos, reformar padrões, romper barreiras e quebrar paradigmas.

A vida está para nossa essência assim como a água está para o rio. Não adianta fugir da sua missão maior, mesmo que você a deixe de lado. Sua essência vai se manifestar sempre que os interesses do Eu do ego sejam diferentes do Eu da alma. Isso é inevitável!

Durante a vida, em fases específicas, o indivíduo recebe muitas dicas sobre a necessidade de fazer mudanças de rumo, principalmente de reformar as condutas e atitudes. Somente as pessoas mais “antenadas” percebem, escutando a voz da intuição, que é o Eu da alma.

Algumas pessoas até escutam essa voz, percebem, mas não têm disciplina e convencimento suficiente para realizarem as mudanças, mesmo porque estão envolvidas em apegos, comodismos, dentre outros obstáculos que ela considera intransponíveis. Já outras pessoas não percebem nada, tampouco realizam mudanças.

São situações mais diversas que acontecem com intenção principal de tirar a pessoa do piloto automático e fazê-la corrigir a rota, pois da maneira que estava indo jamais iria realizar a missão dela aqui na Terra. 

Esses eventos são considerados, pela maioria, problemas, crises, transtornos, catástrofes pessoais ou coletivas, acidentes e outras ditas desgraças, que carinhosamente chamaremos de “As Flechas dos Anjos”.

Esse nome decorre pelo fato de que mesmo que a pessoa não perceba, essas situações têm sempre o objetivo de ajudá-la a reformar seus padrões. Quanto mais drástico e complicado for o evento, mais a pessoa está precisando ter um “choque” de pensamentos.

 Quando a pessoa vai compreendendo as mensagens por detrás das adversidades, rapidamente pode produzir mudanças importantes. Em conseqüência, as “Flechas dos Anjos” são mais amenas, pois o aluno compreende os ensinamentos.

Resumo: as “Flechas dos Anjos” são sinais ou avisos que indicam que a pessoa precisa fazer reformas em suas atitudes, pensamentos, princípios, valores e conduta.
Alguns Exemplos de Flechas dos Anjos:
- Dificuldades em qualquer área de sua vida;
- Demissões;
- Acidentes;
- Crises conjugais ou de relacionamentos em geral;
- Falta de amizades;
- Parece que as “portas do mundo” estão se fechando;
- Dívidas financeiras constantes;
- Doenças leves constantes;
- Doenças agudas que surgem;
- Dor e sofrimento constante;
- Assaltos;
- Constantes problemas com pessoas ao redor;
- Sofrer fraudes, crimes e outras ações negativas de terceiros;
- Adversidades repentinas;
- Perdas em geral (materiais e afetivas);
- Dá tudo errado;
Muitas outras situações aparentemente adversas que estimulam o ser a mudar seus conceitos".

Bruno J. Gimenes- Escritor autor de 3 livros. Criador da Fitoenergética, palestrante, mestre de Reiki, Karuna Reiki e Sechim(Cura Egípcia).É graduado em Química industrial e Black Belt em Seix Sigma e co-fundador do Portal Luz da Serra.

O que habita em mim!


"Se eu não me enxergo,

como posso querer ver a beleza da vida?

Como posso valorizar-me,se desconheço o que há de bom em mim?Como falar de amor para alguém,se não falei de amor para minha alma aflita?Como consolar o próximo,se o próximo que habita em mim está perdido?Como buscar a paz pelo mundo,se dentro de mim há uma guerra sem fim?Como marcar minha passagem pela vida,se os meus passos estão incertos?Como chegar até Deus,se eu mesmo não me encontrei?


Pare! Busque um encontro urgente com você.


Descubra seus pontos positivos e valorize-os, perceba os pontos negativos e trabalhe-os,conheça os seus desejos mais íntimos,perceba a beleza do que habita em você,sinta o seu cheiro, acaricie a sua pele,passe a mão pelos pensamentos negativos,jogue-os na lata de lixo do passado,e siga em frente.

Descubra-se por inteiro.

É em você que a vida busca motivos para entregar-lhe a paz,a esperança,os sonhos,a conquistae o amor.


Se você não se valoriza, a vida passa batida,não enxerga esse ponto minúsculo no Universo.


Somos grãos de areia perdidos no tempo,e só com a valorização pessoal, podemos,fazer uma marca em nós mesmos, que avisa,que alerta a Vida, que merecemos a felicidade.É tempo de reconhecer-se merecedor do melhor.
Eu acredito em você"



Paulo Roberto Gaefke

O MUNDO ATRAVÉS DAS LENTES DO CONSUMO!

 


"A realidade do consumir tem influenciado nossas vidas, mais do que podemos imaginar.

Ver o mundo através das lentes do consumo nos faz exigir sempre o melhor, não importa se de um produto, de um relacionamento, de um emprego ou das pessoas que amamos.

Buscar o melhor, procurar crescer, anelar excelência na vida, é certamente salutar.

Progresso, evolução, deve ser objetivo de todos na Terra.

Porém, os excessos, os desequilíbrios de tais posturas é que nos trazem grandes problemas.

Exigir em demasia, tanto da vida, dos outros, e muitas vezes - por conseqüência - de si mesmo, traz-nos distúrbios de comportamento seríssimos.

A questão é tão grave que já existe catalogação para este tipo de fobia: a atelofobia, que se constitui no medo da imperfeição.

Sem falar na ansiedade crônica, que hoje já faz adoecer o mundo com seus venenos potentes.

Tudo parece dar a entender que se faz difícil viver numa sociedade onde o sofrimento, a tristeza, os defeitos e as fraquezas não são mais tolerados.

A indústria oferece soluções para qualquer tipo de problema, e para todos os tipos de bolso.

São receitas de sucesso nas prateleiras das livrarias; pílulas da felicidade na farmácia da esquina; o corpo dos sonhos em troca de cheques a perder de vista...

Criamos uma era da perfeição de massa, onde os defeitos são vistos como erros da natureza que podem ser corrigidos, deletados, deixados para trás.

O corpo parece deixar de ser determinado e passa a ser inventado. Um corpo fabricado pelas nossas escolhas, baseadas nos padrões vigentes da época. Padrões, muitas vezes, altamente questionáveis.

Corremos o risco de deixar de ser aquilo que somos para nos transformarmos em um corpo sem marcas, sem história, sem humores. Em mera imagem.

Mas se não é bem essa sua intenção, experimente olhar o mundo através de lentes não viciadas em cânones ou padrões.

Este olhar o mundo passa por olhar-se, em primeiro lugar.

Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço, foi muito lúcido ao dizer: Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.

Este é o momento de despertar. Despertar para os valores mais nobres da vida, e finalmente colocar nossa embarcação alma no rumo da felicidade verdadeira.

Nestes valores fundamentais estão a paciência, a compreensão das dificuldades e limitações do outro e nossas.

Está a compaixão – virtude de vivência dinâmica – que estende a mão ao próximo, para que cresça junto.

Está a resignação – virtude que aprende com a dor, retirando dela as lições preciosas que sempre traz, evitando a revolta e a negação.

A lei maior do progresso nos coloca na direção da perfeição, naturalmente, mas dessa perfeição que vem sendo construída de forma gradual no imo do Espírito.

Desejá-la de forma fácil, conveniente, e da maneira com que nósanelamos e achamos que deva ser, sempre será perigoso e próximo do desastre.

        Evite o excesso de exigência para com os outros.

Somos seres diferentes, pensamos diferente em muitas ocasiões, e por isso, exigir que as pessoas tenham o mesmo ângulo de visão que o nosso, para tudo, é absurdo.

O diferente está ao nosso lado por razões especiais. É com ele que aprendemos inúmeras virtudes, é com ele que crescemos e alcançamos a nossa gradual e certa perfeição."


Redação do Momento Espírita com base no artigo 
Você não é perfeito, de Elisa Correa, publicado na 
Revista Vida Simples, julho 2008.

27 de junho de 2011

Raizes do medo! de Elisabeth Cavalcante


"O medo é, sem dúvida alguma, o maior entrave para que levemos uma vida plena e feliz. Nós o assimilamos muito cedo, ainda na infância, pois, infelizmente, muitos pais utilizam o medo como arma educacional. Ameaçam as crianças com todo tipo de punição para obter obediência.



Portanto, não é à toa que nos condicionamos a temer, inicialmente o castigo, depois a rejeição daqueles de quem dependemos para sobreviver.
Não podemos culpá-los por isso, pois eles também foram educados no medo. 

Mesmo aqueles que tiveram uma educação mais liberal, sem tanto rigor, acabam contaminados pelo medo que predomina ao seu redor.
A sociedade em que vivemos se baseia no medo para obter o controle sobre as pessoas.

 Atualmente, a mídia é a principal responsável pela disseminação da energia do medo. Catástrofes e fatalidades recebem um destaque absurdamente exagerado e, quanto maior o grau de inconsciência daqueles que recebem estas informações, mais elevado será o medo.


Todos sabemos que a violência tem se ampliado nos últimos anos; ela é resultado da doença coletiva, do estado de adormecimento em que vive a maior parte da humanidade.


Aqueles que já adquiriram um grau razoável de consciência, precisam atuar como contraponto a esta energia e tentar levar um pouco de luz àqueles com os quais convivem. Mas, sem esquecer de que nem sempre será possível obter uma resposta favorável.


O despertar da consciência só acontece aos que estão prontos. Para muitos, a verdade continuará a passar despercebida, pois eles não serão capazes de enxergá-la. E não há nada que possamos fazer quanto a isto.

Mas devemos continuar tentando ampliar a corrente dos despertos, sempre e a cada dia, com a esperança renovada de que, aos poucos, mais e mais gotas se juntarão a este oceano.:



"...Uma pessoa amadurecida deve desconectar-se de tudo que estiver relacionado com o medo.É assim que a maturidade chega. 


Apenas observe todos os seus atos, todas as suas crenças e descubra se elas estão baseadas na realidade, na experiência, ou se estão baseadas no medo.


E qualquer coisa baseada no medo precisa ser imediatamente abandonada, sem um segundo pensamento. É uma armadura. Não posso dissolvê-la. Só posso simplesmente lhe mostrar como você pode abandoná-la.


Continuamos a viver a partir do medo - e assim vamos envenenando toda experiência. Amamos alguém, mas com base no medo: isso se deteriora, envenena. Buscamos a verdade, mas se a busca tiver base no medo, então você não irá encontrá-la.


O que quer que faça, lembre-se de uma coisa: Com base no medo você não irá crescer. Você irá apenas encolher e morrer. O medo está a serviço da morte.


...Uma pessoa destemida possui tudo que a vida quer lhe dar como um presente. Agora não há mais nenhuma barreira. Você será banhado com presentes, e tudo que você fizer terá um vigor, uma força, uma certeza, um tremendo sentimento de autoridade.


Um homem vivendo com base no medo está sempre tremendo por dentro. Ele está continuamente a ponto de ficar louco, porque a vida é imensa, e se você estiver continuamente com medo... 

E há todo tipo de medo. Você pode fazer uma lista enorme, e você ficará surpreso de quantos medos estão lá - e você ainda está vivo!

 Há infecções por toda parte, doenças, perigos, seqüestros, terroristas... E uma vida tão pequena. E finalmente existe a morte, a qual você não pode evitar. Toda sua vida ficará em trevas.

“Abandone o medo! O medo foi inconscientemente adquirido por você na sua infância; agora, abandone-o conscientemente e amadureça. E, então, a vida pode ser uma luz que vai se aprofundando à medida que você vai crescendo." (Osho, Extraído de: Beyond Psychology).

Elisabeth Cavalcante

26 de junho de 2011

A paz do mundo e a paz interior!


 
"A maior parte dos seres humanos deseja a paz no Mundo. É como um sonho coletivo: nada de guerras, de conflitos originados por preconceitos ou disputas políticas e religiosas.

Entretanto, muitos esquecem de um detalhe: a paz é o resultado de uma construção de pessoas, grupos, comunidades e povos.Ela nasce, muito antes, no coração de cada um de nós.

"A paz do mundo começa em mim. Se tenho amor, com certeza sou feliz. Se faço o bem ao meu irmão, tenho a grandeza dentro do meu coração".A música do compositor Nando Cordel é uma bela tradução do verdadeiro espírito da paz.Um sentimento que deve estar dentro da alma dos que desejam ver o Mundo mais aprimorado, do ponto de vista moral.

Mas há uma pergunta importante em meio a tudo isso: O que é a paz?E você deve estar se perguntando: Será assim tão importante saber o que é a paz?Claro que sim. Não se pode possuir aquilo que se desconhece. Então, falemos de paz..

Muita gente mistura os conceitos e acredita saber perfeitamente o que é a paz.Alguns confundem paz com silêncio. Outros acreditam que a paz é a ausência de brigas.Outros, ainda, imaginam que estar em paz significa ficar quieto, sem perturbar a quem quer que seja.Finalmente, há os que acreditam que estar em paz é ter dinheiro sobrando para viver uma vida de conforto.

Será que isso é mesmo a paz? Será que essas situações trazem mesmo a tranqüilidade ou são apenas momentos menos tumultuados, com algum conforto material?

Pensemos juntos: paz não é simplesmente ausência de barulho.Muita gente faz silêncio por fora, mas traz a alma sobrecarregada de ruídos. O tormento interno torna a criatura estressada e infeliz.E quem acha que paz é a ausência de brigas e conflitos aparentes também pode estar enganado.Quantas vezes a pessoa fica em silêncio somente porque tem medo de expressar sua opinião? Quantas vezes a raiva está bem camuflada sob uma aparência tranqüila?Quem vê cara, não vê coração, diz a sabedoria popular.

 O mesmo acontece com a paz: nem sempre o rosto expressa o que vai na cabeça ou no coração da pessoa.Em resumo: não se pode confundir paz com preguiça, displicência, comodismo ou covardia.A paz é um estado de espírito permanente. Quem verdadeiramente vive em paz não perturba o mundo e nem se deixa perturbar por ele.

É claro que esse estado mental de completa paz é algo ainda um pouco distante da nossa realidade, mas o nosso papel é o do esforço constante para alcançarmos esse objetivo.E se todo processo inicia em algum momento, como iniciar a conquista da paz?

Nossa sugestão: faça como se fosse um treinamento diário. Um treinamento de autoconhecimento. Principalmente, de auto-educação.Comece reservando algumas horas para você e faça reflexões. Inicie fazendo um levantamento sobre todas as coisas, pessoas e situações que lhe causam irritação.Em seguida, analise as razões porque você se irrita com essas pessoas e situações.Pense em alternativas para não perder a calma. Faça simulações mentais, experimente seus limites, treine a paciência, exercite o equilíbrio.Se fizer assim, possivelmente você estará melhor preparado para quando a situação ocorrer de fato.

 Estabeleça metas a serem alcançadas na conquista da paz.Simultaneamente, exercite hábitos mentais positivos: meditação, boas leituras, relaxamento, músicas suaves.Tudo isso fortalece a atmosfera de paz interior e reforça atitudes mais suaves e serenas.Quando esses hábitos se consolidarem, quando a serenidade for obtida sem esforço, quando for mais fácil permanecer calmo, aí então você será forte candidato a se tornar exemplo para o Mundo.

Exemplo? Sim, amigo leitor: quem deseja a paz do Mundo deve se empenhar para ser exemplo vivo dessa paz.É como uma árvore que, à medida que cresce, vai oferecendo benefícios de flores, perfume, cor e sombra aos que estão nas proximidades.Por isso acredite: quem quer paz, nada exige dos outros. Faz a sua parte em silêncio e aguarda as conseqüências."

Texto da Redação do Momento Espírita.
www.momento.com.br

25 de junho de 2011

Quanto menos nos gostamos, mais buscamos aprovação dos outros!




"O que significa ter baixa autoestima?Significa, entre muitas outras coisas: 

tratarmos a nós mesmos muito mal; nos colocarmos em segundo plano;termos uma visão negativa a nosso respeito; não acreditarmos na nossa própria capacidade; acreditarmos que somos vítimas das circunstâncias ou que as outras pessoas têm real poder sobre nós.

Poderia-se pensar que, com todas estas afirmações acima, a pessoa que não se ama seria incapaz de se dedicar a qualquer coisa. De fato, existem aquelas que ficam tão mal, que praticamente se auto-destroem. Porém, há aquelas que tentam um outro caminho. Em suas mentes trata-se de uma forma positiva de lidar com a situação, mas esta atitude apenas mascara o problema.

No caso do segundo tipo - os aparentemente positivos - quanto menos estas pessoas se gostam, mais dedicadas ficam em relação aos outros. Até parece que dependem de fato da aprovação alheia para existirem.

 Por isso, é tão fácil reconhecer o tipo: são indivíduos muito generosos, atenciosos e educados, que não falam "não" a nenhum tipo de tarefa ou favor, mesmo que tal evidentemente os atrapalhem ou prejudiquem, que se esforçam em serem os melhores, de modo que ninguém os possa repreender, julgar ou criticar, etc."Mas estas são pessoas muito boas, abnegadas, humildes" você pode pensar e afirmar. Então por que, mesmo assim, nada impede que você as trate com indiferença, desrespeito e abuso?

 Porque a energia verdadeira que emana delas, que é negativa, faz com que inconscientemente, você não as dê valor. Desse modo, tente ser sincero consigo mesmo. Quantas pessoas dedicadas assim não lhe dão mal estar? Não é por isso que geralmente as mulheres deixam os homens chamados de "bonzinhos" de lado para ficarem com aqueles que exalam autoconfiança e vice-versa?Para que haja paz, amor e compreensão, é preciso que ambas partes se policiem.

Por isso, se você encontrar alguém que faz de tudo para ser aceito, procure reagir de forma positiva. Por mais que tenha vontade de ignorar e abusar, seja justo e correto, dê oportunidade à pessoa de se modificar, de cuidar mais de si mesma. Não a deixe ficar se humilhando do seu lado. Agora, caso seja você a pessoa que sofre de baixa autoestima, pare de culpar os outros por sua situação. Não fique no eterno círculo vicioso do "eu faço tudo por eles e não recebo nem um obrigado", pois o agradecimento realmente não irá aparecer. Faça o que é melhor para você, sempre. É esta sensação de bem-estar e de respeito por si mesmo que levará os outros a lhe tratarem no mesmo nível.E como aprender a gostar de si mesmo, quando estamos há anos nos punindo?De fato não é fácil, mas é preciso começar de algum lugar. 

Que tal estas dicas simples para iniciar novos hábitos?

Não tenha tanta pressa em se justificar quando alguém apontar um erro ou desconforto.

Evite também ficar se justificando em pensamento; Se alguém lhe elogiar, aceite e agradeça.

 Não retruque, desvalorizando-se; Se você errar, não se sinta mal. Errar lhe ajuda a aprender melhor;

 Aprenda a dizer não e também não assuma a responsabilidade dos outros. Cada um deve aprender com os próprios desafios;

 Se quiser algo, assuma. Nada de dizer: "Você que sabe", "O que for melhor para você"; Reserve um tempo para seus lazeres pessoais, sem culpa;

 Fique perto de pessoas otimistas e que se gostam, assim, você evita ficar sem energia perto das vítimas e dos reclamões;

 Não se ofenda com tanta facilidade. Se alguém perde a calma, é bruto ou egoísta, isso diz mais sobre a pessoa do que sobre você.

 Por fim, não sejamos nem vítima, nem algozes. É preciso aprender a ouvir e sentir mais, ao invés de simplesmente reagir, sem consciência."

24 de junho de 2011

Abraçando a Raiva! por Thich Nhat Hanh

 "Plena consciência é a capacidade de saber o que está acontecendo em cada momento, e plena consciência da raiva é ser capaz de reconhecer quando a raiva se manifestou. Se deixarmos nossa raiva sozinha, causará estrago para nosso corpo, para nossa mente e talvez para o nosso entorno. Podemos praticar a plena consciência da raiva dizendo para nós mesmos: “Inspirando, sei que a raiva está em mim. Expirando, eu sorrio para minha raiva, eu abraço minha raiva.”

A plena consciência reconhece que a raiva é raiva. Reconhecer e abraçar a raiva é uma arte, é a prática. Usualmente, lutamos contra a raiva que surge em nós. Mas na prática budista, não lutamos contra nossa raiva, nós a abraçamos tenramente.

Imagine uma mãe que está trabalhando na cozinha e ouve seu bebê chorar. Ela o ama, portanto solta o que quer que esteja na sua mão e vai ao quarto dele. Antes mesmo de saber o que está errado, ela pega o bebê e o segura tenramente em seus braços. Apenas segurá-lo carinhosamente pode ser suficiente para trazer alivio à criança e diminuir seu choro. Se a mãe continuar a segurá-lo com plena consciência, ela descobrirá o que está errado. Ele pode estar com fome, pode estar com febre, ou sua fralda pode estar apertada demais. Através da prática da plena consciência podemos abraçar nossa raiva e pacientemente descobrir porque ela surgiu.

Se a mãe descobre que seu filho está com fome, ela lhe dá leite; se a fralda está muito apertada, ela afrouxa. Portanto ao abraçar nossa raiva com carinho, podemos aliviá-la através da respiração consciente e da caminhada consciente.

Quando a energia da raiva começa a emergir, precisamos da prática da plena consciência. Podemos pensar que para liberar nossa raiva temos que fazer algo imediatamente para confrontar a pessoa que pensamos que está nos fazendo sofrer. Ao invés disso, podemos respirar e dizer: “Inspirando, sei que a raiva se manifestou em mim. Expirando, tomarei muito cuidado com a energia da raiva em mim.”

Podemos pensar que dizer ou fazer algo muito forte para punir a outra pessoa é o caminho para encontrar alívio. Mas isto apenas irá escalar o sofrimento. A outra pessoa sofrerá mais, e ela irá buscar alívio nos punindo de volta.

Se alguém nos faz sofrer, é porque esta pessoa também está sofrendo. Alguém que não sabe lidar com seu sofrimento permitirá que ele vaze, e nos tornaremos vítimas do seu sofrimento. Sabemos que alguém que sofre tanto assim precisa de ajuda e não punição. Quando começamos a ver isso, a compaixão nasce, e não sofremos mais. Compaixão é o antídoto para a raiva. Uma vez que estamos motivados pelo desejo de ajudar a outra pessoa a sofrer menos, estamos livres de nossa raiva.

Às vezes é importante comunicar nosso sofrimento para a outra pessoa. Podemos fazer isso usando a prática do “Começar de Novo”. Sentamos juntos em um momento onde possamos estar plenamente presentes. Há três estágios: no primeiro nós “regamos as flores” da outra pessoa, sinceramente expressando nossa apreciação pelas suas boas qualidades. No segundo expressamos lamento por qualquer coisa que vemos que possamos ter feito para contribuir para o conflito. No terceiro, expressamos nosso sofrimento sem culpa ou julgamento.

Quando expressamos nosso ferimento, há três frases importantes que os ensinamentos budistas sugerem. Estas frases são o antídoto para o sofrimento. A primeira é, “Querido, eu estou com raiva. Eu estou sofrendo e quero que você saiba.”. A segunda é “Querido, eu estou fazendo o melhor que posso”. A terceira é “Por favor, ajude-me”.

Quando dizemos a primeira frase - “Querido, eu estou com raiva. Eu estou sofrendo e quero que você saiba disso.” - estamos sendo abertos e dividindo o que está acontecendo conosco. É importante que não neguemos nossa própria raiva e sofrimento. Às vezes sofremos por causa da outra pessoa, e quando ela vem e pergunta, “Querido, você está bem, está com raiva de mim?” dizemos “Eu estou bem, porque estaria com raiva?”. Ou quando a outra pessoa põe a mão no nosso ombro, tentamos evitar seu toque e dizemos, ”deixe-me só, não me toque!”. Estas são formas de punir alguém, queremos dizer a esta pessoa que podemos sobreviver muito bem sozinhos.

Portanto, ao invés disso, é muito importante ser direto. Podemos também querer adicionar, “Eu não sei por que você disse tal coisa para mim, por que fez tal coisa para mim. Por favor, explique.” A coisa importante é dizer para a outra pessoa que estamos com raiva e que estamos sofrendo. Se pudermos escrever esta sentença, já sofreremos menos. É um milagre.

A segunda frase é ainda menor, “Eu estou fazendo o melhor que posso”. Isto significa que estamos praticando a respiração consciente e a caminhada consciente e tomando conta de nossa raiva. Portanto a segunda sentença é um convite indireto para a outra pessoa fazer o mesmo, voltar para reexaminar a situação, e ver o que ela possa ter feito que tenha contribuído para o conflito.

Às vezes não queremos fazer o outro sofrer. Apenas somos inábeis. Temos que aprender a falar em termos de mais ou menos hábeis ao invés de termos como bom ou mau, certo ou errado. Na tradição budista falamos de estados inábeis da mente, como a raiva ou medo.

A última sentença é “Por favor, ajude-me”.  Quando somos capazes de escrever a terceira frase, nosso sofrimento se dissipa. Mesmo se a outra pessoa ainda não leu a mensagem, já nos sentimos muito melhor. Reconhecemos nossa interdependência, não somos capturados pelo orgulho. No verdadeiro amor não há lugar para orgulho. Sabemos que precisamos da outra pessoa para nos ajudar a sair da nossa situação.

Tenho muitos amigos que pegam um pedaço de papel do tamanho de um cartão de crédito, escrevem essas três frases e guardam na carteira. Cada vez que a raiva vem, eles pegam o “cartão”, lêem enquanto inspiram e expiram, e então eles sabem exatamente o que fazer.

Quando o nosso amado nos fere, ficamos com raiva e sofremos. Estamos na margem do sofrimento. Como somos bodisatvas, queremos atravessar para a margem da paz. Não dizemos, “Outra margem, por favor, venha de forma que eu possa pisar em você.” Não, temos que atravessar! E entendimento, prajñaparamita, é uma das maneiras de atravessar. Quando entendemos a outra pessoa, vemos seu sofrimento e também que ela não sabe lidar com este sofrimento. Ela sofre, portanto faz a si mesmo e aos que estão a sua volta sofrerem. Quando somos capazes de olhar com olhos de entendimento como estes, de repente estamos na outra margem. Este entendimento traz a outra margem imediatamente.

O Buda disse que há muitas maneiras de lidar com sua raiva, e uma maneira é praticar a paramita chamada dana, que significa doação. Você dá um presente para a pessoa que você está sentindo raiva. Usualmente quando estamos com raiva de alguém, queremos puni-la. Mas o Buda nos aconselha a fazer o oposto. Faça algo que a faça feliz. Ofereça algo para ela, e de repente sua raiva desaparecerá e você se encontrará na outra margem. Você pode querer tentar isto. Você sabe de que seu amada gosta, portanto compre um lindo presente e esconda em algum lugar. E um dia quando ficar com raiva dela, lembre-se do conselho do Buda e ofereça o presente para ela. Então ambos estarão na outra margem imediatamente.

A outra pessoa precisa de amor, e se pudermos prover isso para ela, através do entendimento, nossa raiva se dissolverá. O tempo que leva para atravessar para a outra margem pode ser muito curto. É um milagre! Como um bodisatva, queremos apenas dar. E estamos dispostos a dar qualquer coisa que pudermos.

As coisas mais valiosas para dar são entendimento e compaixão. Todos no mundo anseiam por entendimento, compaixão e amor. Como um bodisatva, como um praticante, podemos produzir entendimento e compaixão. Quando olharmos profundamente para a situação, não culparemos mais, sentiremos compaixão."

(Do livro “Together we are one”– Thich Nhat Hanh)
(Traduzido por Leonardo Dobbin)

Viver Como As Flores!

 
"O discípulo chegou ao mosteiro e perguntou ao mestre: - como faço para viver bem com as pessoas? Não suporto gente mentirosa… não tolero os invejosos… às vezes penso que não sou deste mundo…



 Pacientemente, o mestre disse: - o mundo é o que é, ele não muda em função das suas emoções. Não há como mudar as pessoas… a única mudança possível é a de si mesmo. Tudo o que você pode fazer é aprender a viver como as flores…


Como é possível a um ser humano viver como um vegetal? perguntou o discípulo.


 Disse o mestre: apenas observe a flor de lótus…A flor de lótus nasce num local imundo, cercada de lama e mau cheiro… no entanto, floresce da forma mais espetacular que existe, completamente pura, sem se deixar contaminar…


 E continuou o mestre: - assim também deve acontecer com o ser humano. Um semelhante é um templo sagrado, que deve estar protegido de qualquer julgamento.


As pessoas agem e reagem de acordo com seu grau de evolução. Não se deve pedir a uma pessoa mais do que ela pode dar… a expectativa aprisiona e traz sofrimento para as duas partes.


 Rejeitar todo o mal que vem de fora. Florescer, florescer e florescer… isso é viver como as flores!"


Conto oriental.
Fonte:http://www.slideshare.net/dbsoxford/viver-como-as-flores-1592877

23 de junho de 2011

Atitudes que drenam energia !

"1. Pensamentos obsessivos - Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos - mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

2. Sentimentos tóxicos - Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

3. Maus hábitos, falta de cuidado com o corpo - Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

4. Fugir do presente - As energias são colocadas onde a atenção é focada.
O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: "bons tempos aqueles!", costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

5. Falta de perdão - Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e a si mesmo, fica "energeticamente obeso", carregando fardos passados.

6. Mentira pessoal - Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

7. Viver a vida do outro - Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8. Bagunça e projetos inacabados - A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro "escape" de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe "diz" inconscientemente: "você não me terminou! Você não me terminou!" Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da determinação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

9. Afastamento da natureza - A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais."

http://peroquelashay.blogspot.com/2007/11/atitudes-que-drenam-energia.html

Apego!

 
"O que significa eu me apegar a algo?Todos nós vivemos apegados a uma realidade que vivemos no passado ou há um medo de algo que possamos viver no futuro.

Ou estou aprisionada a infância que tive. As crenças, valores e hábitos que meus pais me passaram.Ou ainda. Vivo amedrontada com tudo o que posso viver.


Vivo com medo do que possa acontecer comigo ou ainda com as pessoas que amo.Isto faz com que nós não percebamos o presente, pois, estamos aprisionados a um mundo que nós próprios criamos.Se eu tive um pai muito rígido na infância, muitas vezes, ainda carrego este pai comigo.


 Na hora de me expressar, ouço a voz dele me censurando, ou ainda, o “projeto” nos homens que conheço. E percebo todos como sendo muito rígidos.Por quê? Por que estou apegada àquela imagem, estou apegada à identidade de uma garota assustada. Que por mais sofrimento que me traga é a que conheço. E a que me faz me reconhecer como um ser.


Somos tão apegados a esta realidade interna que construímos que para mantê-las, nós distorcemos, omitimos ou ainda generalizamos aspectos da realidade, dos outros e de nós mesmos.Isto faz com que as nossas experiências sejam vividas basicamente da mesma forma.E aí repetimos para nós.


 Por que isto sempre acontece comigo? Por que as coisas não mudam?A pergunta correta seria? A que estou tão apegada, que preciso repetir mais e mais vezes a mesma experiência?Será a uma crença, a uma pessoa do passado, ou ainda a uma ilusão de futuro?Provavelmente, a um pouco de cada uma destas coisas.Pois tudo isto, em algum momento, foi necessário e me ofereceu um suporte para viver.


 Mas agora, talvez eu não precise mais disto.Talvez eu possa, me desapegar da idéia que tenho a respeito de mim, dos outros e do mundo.Talvez eu possa mergulhar no vazio do “não saber” para que de fato comece a viver.


Assim, talvez eu possa perceber que cada “Por do Sol” é único. Que cada experiência traz em si algo novo pois de fato, nada está como estava a um segundo atrás.Pois a cada momento, eu, assim, como todo o universo estou em profunda transformação.E assim, posso começar a viver na única realidade, que existe. “O aqui e agora”."

Autor:Carla Poletti Schmidt - Myonin
http://www.monjacoen.com.br/textos-budistas/textos-diversos/251-apego
Fonte:

21 de junho de 2011

A ecologia da mente! por Leila Navarro

 

"Há algum tempo tenho me questionado sobre a falta que a reflexão faz em nossa vida.

Se não refletimos, não encontramos as verdadeiras causas dos nossos problemas nem podemos mudar aquilo que não dá certo na vida.

Nem sempre é por preguiça ou falta de hábito que as pessoas deixam de praticar a reflexão. É porque têm a mente demasiadamente ocupada por idéias pré-concebidas, idéias fixas, idéias obsoletas, idéias alheias, idéias que não servem para nada... Entulho mental, eu diria.

Tem gente que não recicla sua forma de pensar, e assim não se percebe nem se abre para aprender coisas novas, evoluir. Isso me faz lembrar a parábola do mestre que chamou seu discípulo para a cerimônia do chá.

Depois de preparar cuidadosamente a bebida, o mestre começou a despejá-la numa xícara. Só que em vez de suspender a chaleira quando a xícara estava cheia, continuou despejando o chá, que transbordou e começou a se espalhar pelo chão. Incomodado, o discípulo disse: "Mestre, o chá está transbordando!". Então o mestre, com o seu jeito zen, disse ao discípulo: "A xícara de chá é como a mente. Só podemos enchê-la se ela estiver vazia".

Quer dizer: se quisermos evoluir, precisamos abrir espaço para novas idéias, novas percepções, reflexões. Outra interpretação dessa parábola sugere que sejamos capazes de esvaziar a mente de vez em quando, o que se consegue fazer com a meditação. Criar momentos de completo silêncio mental é uma prática que relaxa, equilibra, acalma, faz bem até para o corpo. Vale a pena você estudar um pouco o assunto.

Ao praticar a reflexão, a reciclagem de idéias e a meditação, você estará preservando a ecologia da sua mente. Ecologia sim, porque esse é um conceito que tem a ver com equilíbrio, crescimento, renovação constante, harmonia.

Se na natureza nada prospera num ambiente estagnado e entulhado, como poderia a sua vida prosperar se você não renova sua mente? "

Leila Navarro
Fonte:http://www.amadeuw.com.br/a-materia.php?c=15&id=593&t=A+ecologia+da+mente

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