Mostrando postagens com marcador saida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saida. Mostrar todas as postagens

22 de outubro de 2012

Entrego, confio, aceito e agradeço, de Prof. Hermógenes


"Envolvidos por uma situação de estresse violento, de desafio alarmante, assaltados pela dor em forma de doença, pelo desemprego, desconforto, quando imersos numa crise que ultrapassa nossas esperanças de solução, é imperioso mobilizar todos nossos talentos, poderes, possibilidades, nossas reservas, para tentar uma saída, uma superação. Depois disso, se ainda nos vemos submetidos, manietados, derrotados, extenuados, vencidos, condenados... que resta fazer?

Para fazer face a situações assim, que me convencem de minha impotência, tenho aplicado, com vitória, uma estratégia que minha longa existência me fez aprender: entrego o problema ou entrego a mim mesmo, confiando na providência divina, e, portanto, predisposto a aceitar o que vier como resposta, e, numa prova de amor e fé, agradeço a Deus, antecipadamente, pela resposta que Ele achar melhor, seja qual for.
 Entrego, confio, aceito e agradeço!

A entrega não chega a ser verdadeira se desejamos uma determinada resposta.
 Se nos entregarmos totalmente, de imediato a paz nos acaricia. Aí, naturalmente deixamos a batalha com Deus, que tudo pode, para que ele batalhe por nós. 
O alívio é imediato. Estar entregue a Deus é a mais perfeita condição de ahimsa, de brandura, de sábia imobilidade e, por isso mesmo, a mais eficaz.

Suponho que Deus, que sempre nos quer vivos, sadios, felizes, vitoriosos, se sente homenageado quando Lhe damos a chance de nos socorrer. Ele, que sempre deseja nossa fiel e incondicional confiança, aproveita a entrega e põe a nosso favor Sua onisciência, onipresença, onipotência e é só o que nos salva. Enquanto, apavorados, estressados, nos debatemos em gestos inócuos, desesperados, imprecisos, violentos e agoniados, ele não encontra condições de assumir nossa batalha; não tem como atuar.

Ter fé em que Deus nos dará isso ou nos livrará daquilo é o que mas se vê.
 E achamos que agir assim é ter fé. Não é. A verdadeira fé consiste em calar para que Ele fale, em nos render ao que Ele quiser fazer de nós e por nós. 
Entenda este “seja feita a Vossa vontade” como wuwey, brandura, ahimsa, não-violência, saranagathi.
 Se você quiser dar uma chance a Deus para que Ele ganhe a batalha, para que o salve, cure, liberte, ilumine, pacifique, o que tem a fazer é precisamente oferecer-Lhe sua quietude, sua brandura, sua não-violência.
 Se continuar afobado, com pode Deus atuar?"
Hermógenes (Convite à Não Violência)

10 de abril de 2012

Como superar seus problemas externos, resolvendo problemas internos....

"Quem nunca se deu mal ou entrou em uma fria? Seja qual for a situação. Problemas financeiros, relacionamentos, família, enfim, qualquer tipo de enrascada. O mais difícil, quando estamos tentando resolver algum problema, é saber o que fazer. Normalmente não paramos para pensar e solidificamos a situação, achamos que ela é do jeito que é e que não tem saída. Ao invés de parar para pensar, nos desesperamos, ficamos aflitos e corremos de um lado para o outro sem saber o que fazer ou por onde começar a resolver a situação. Veja algumas saídas.
Identifique o problema

O primeiro passo é tentar identificar qual é o problema, mas não o problema externo.
 Como assim? Geralmente quando pensamos em um problema, nos fechamos nele, tentando resolve-lo, e não olhamos a situação de forma ampla. Por exemplo: quando brigamos com alguém ficamos mal e tentamos resolver a situação externa. Pensamos: peço desculpa ou não, deixo de falar com ele ou não, brigo ou não, tento endireitá-lo ou não. Isso não adianta nada, pois cada pessoa tem a liberdade de se comportar como bem entender. 


Você pode tentar arrumar as coisas externas, porém como não tem controle da situação, é impossível achar uma saída olhando deste ponto de vista.
Observe o verdadeiro problema

Precisamos mudar a perspectiva para perceber qual o real problema que devemos resolver (novamente me refiro ao problema interno, não ao externo). 
Geralmente, em uma situação de conflito, não percebemos que estamos com raiva, mágoa, apego ou algum outro sentimento negativo. Costumamos ter como referência apenas as próprias situações e não os sentimentos que são a causa do problema. 


Se alguém nos trai, não pensamos qual o real motivo de estarmos com raiva, mágoa ou apego pela outra pessoa, mas sim que devemos resolver aquilo de qualquer jeito. Daí agimos automaticamente, pensando se devemos ficar com a pessoa ou não, se perdoamos ou não, se mudamos de cidade, se arrumamos outra pessoa. 


Na verdade, a situação não tem saída: o que deve ser resolvido são os nossos sentimentos internos e não a situação. O seu parceiro é livre para fazer o que quiser, até te trair, (não que eu ache isso adequado. Aliás, este não é o ponto), porém ele tem essa liberdade e não temos controle quanto às atitudes dele ou das outras pessoas.


 Apenas observe com quais sentimentos negativos você está operando nestas situações. Não os ignore nem se apegue a eles, apenas observe, pois da mesma maneira que eles surgiram, irão cessar.
Este exercício de observar e não reagir automaticamente aos sentimentos negativos é o que nos fará melhorar aos poucos. Pratique a reflexão. Pare, por alguns minutos antes de dormir, e pense como foi seu dia, como você se comportou nas situações e como agiu com as pessoas.


 E lembre-se: esta maneira de perceber como a nossa mente age em nosso dia a dia não é uma ação passiva. Observar o que ocorre em nossa mente melhora nossa maneira de interagir com as pessoas e com o mundo."

Autor:Leonardo Ota

23 de agosto de 2010

A Porta do lado - por Dráuzio Varella (a saida que faz a diferença)

         "Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse ele que a
 gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos
 que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos
 mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.
 
         E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida  da gente...
 
         É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na
 garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de
 simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua
 vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.
 
         Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a
 abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de
 algumas pessoas melhor, e de outras, pior.
 
         Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos,
 mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.
 
         Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para
 eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor
 diferença.
 
         O que não falta neste mundo é gente que se acha o último
 biscoito do pacote. Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca
 ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga
e não deixam barato.
 
         Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente.
O mundo versus eles.
 
         Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também.
 É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema
 solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser
 resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido
 de desculpas, um deixar barato.
 
         Eu ando deixando de graça... Pra ser sincero, vinte e quatro
 horas têm sido pouco prá tudo o que eu tenho que fazer, então não vou
 perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.
 
         Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e
 gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a
 "porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato.
 
         Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do
 bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros
 dá errado."
 
         Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não
 estrague o seu dia... Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia.
 Lembre-se, o humor é contagiante - para o bem e para o mal - portanto,
 sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.
A "Porta do  lado" pode ser uma boa entrada ou uma boa saída... Experimente!"

Texto: Drauzio Varella

Linkwithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...