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21 de dezembro de 2014

Indo para casa... Por Suzanne Lie PhD


"A criancinha queria ir para Casa, mas ela não sabia o caminho.
Ela podia se lembrar das imagens e sons do Lar e
ela podia se lembrar de seus amigos maravilhosos.

Ela estava sozinha aqui, nesta terra estranha e árida.
Ela queria tanto experimentar tudo que era do Lar

Amor Verdadeiro, Aceitação Completa, Beleza Divina,
e União Total com toda vida.

Aqui ela se sentia separada.
Existiam grandes muros dividindo cada parte da vida.
E tinha um muro menor ao seu redor.

Quando ela veio pela primeira vez para este lugar ela estava com medo.
Ela não entendia essas pessoas estranhas ou seus modos estranhos.

Flores, árvores e animais não conversavam com ela.
E se ela tentava conversar com eles, os outros riam.

Portanto, ela começou a construir um muro ao seu redor.
Com cada risada e pensamento de censura, um novo tijolo era posto.

Ela não podia mais conversar com seus amigos vegetais e animais,
não importava o quanto ela tentasse.

O muro ficou tão pesado e alto que ela mal podia ver o sol
ou sentir a brisa ou enxergar o mundo ao seu redor.

Ela estava sozinha dentro de seu muro, sozinha e com medo.

Um dia, quando o sol ficou invisível e a brisa inexistente,
ela decidiu que era hora do muro vir abaixo.

Mesmo se eles rissem, ela poderia sentir o sol.
Mesmo se eles a censurassem, ela poderia ver as flores.

Então ela começou.

No início, foi muito difícil.
Os tijolos estavam firmemente cimentados e exigia grande esforço
para remover mesmo um.

Entretanto, os tijolos de alguma forma estavam conectados e
quando um era solto os outros ficavam enfraquecidos.
Com a retirada de cada tijolo, o processo tornou-se cada vez mais fácil.

Com o muro ficando menor o sol ficou mais brilhante
e a brisa mais refrescante.

Ela tinha se esquecido de que, afinal de contas, o mundo era bonito.

Ela não tinha percebido que para cada um que ria dela
havia alguém que se preocupava.

Ela não tinha percebido que se ela ignorasse a ridicularização dos outros,
ela poderia então ouvir os vegetais e animais sofregamente respondendo seu chamado.

Quando ela conseguiu a coragem para retirar seu muro,
ela conseguiu a coragem de encarar o que estava por trás dele.

No final, o muro parecia muito pequeno.
Ou talvez ela tivesse crescido.

Parecia que, quando removia cada tijolo,
ela ficava mais alta.

Ela não tinha certeza disso, é claro.
Apenas parecia assim.

Na verdade, ela não tinha certeza de muita coisa.
Ela apenas sabia que sua vida estava melhor.

Ela não sabia o que aconteceria
quando todos os tijolos fossem tirados.

Mas ela sabia que o medo tinha construído o muro
e somente o AMOR poderia removê-lo completamente!"
Tradução: Blog SINTESE http://blogsintese.blogspot.com
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